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Racib vai concretizar consórcio intermunicipal para amenizar déficit na saúde de Dourados

Racib vai concretizar consórcio intermunicipal para amenizar déficit na saúde de Dourados 1

Apesar de ser o principal polo de saúde do interior, Dourados recebe em média apenas R$ 14 de recursos federais e estaduais por pessoa, com destinação ao serviço hospitalar. Comparado ao recebimento de outros municípios como Campo Grande (R$ 44 por pessoa) e Corumbá (R$ 33 por pessoa), esse déficit acaba comprometendo a qualidade da assistência à população de Dourados e mais de 30 cidades da região.

A maior cidade do interior é porta-aberta do SUS (Sistema Único de Saúde), o que obriga as unidades do Hospital da Vida e UPA (Unidade de Pronto Atendimento) a recepcionarem pacientes de toda região. Isso sobrecarrega o serviço de saúde e faz com que a população local pague o preço mais caro.

Analisando este cenário, Racib Harb, candidato à Prefeitura de Dourados pelo Republicanos, quer finalmente tirar do discurso a ideia de um consórcio intermunicipal em todo Conesul.

O consórcio público é uma das formas mais conhecidas de cooperação entre entes federativos, especialmente entre municípios. Ao se consorciar, gestores municipais são capazes de compartilhar estruturas gerenciais, administrativas e de apoio técnico de maior qualificação; criar escala e reduzir custos na aquisição de bens e na prestação de serviços; e otimizar a manutenção dos equipamentos, do patrimônio e da administração pública.

“É inaceitável que Dourados pague a conta sozinha por mais de 30 cidades. Os governos federal e estadual estão em déficit conosco há muito tempo e agora é hora de se posicionar politicamente e buscar unir forças. Especialmente neste período de pandemia, sozinho não suportaremos. As demais cidades, beneficiadas pela qualidade e estrutura na saúde de Dourados, precisam se sensibilizar para contribuir de diversas formas nesse atendimento porta aberta. A nossa população agradecerá e as demais também”, afirmou Racib.

A formação desses consórcios é uma forma de economizar recursos e assim pode investir mais em nossas prioridades, melhorando ainda mais a qualidade de vida e garantindo uma efetiva prestação de serviços ao cidadão.

Para execução desse propósito, Racib quer ‘abrir a caixa-preta da saúde’ e revelar o impacto do atendimento externo sobre a gestão local.

“Somente com dados e comparativos conseguimos embasar essa articulação. Vamos convocar os prefeitos, os vereadores, chamar os agentes políticos para esse acordo. É impossível que teremos resistência em algo que beneficia diretamente a população de cada cidade. Uma coisa é certa: não permitiremos que a nossa população seja prejudicada por falta de recurso. Cada vida importa, e tenho certeza que os gestores municipais do próximo mandato terão esse mesmo compromisso”, finalizou.

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