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No 8º mês de gestação, Kristiane segue firme no pole dance para se sentir bem

Nos últimos meses, quem acompanhou a professora de pole dance Kristiane Coelho Corrêa Coelho no Instagram ficou surpreso com a sua disposição. Grávida de oito meses, ela não parou de praticar o pole dance, modalidade que pratica desde 2014.

Hoje, ela está prestes a entrar no nono mês de gestação e promete encarar, nos próximos dias, a barra pela última vez à espera da filha Olívia. “Já está na hora de parar, mas o que fiz até aqui foi totalmente maravilhoso para minha gravidez”, diz.

Logo que Kristiane descobriu a gestação, aos dois meses, procurou a ginecologista e explicou sobre o pole dance. “Falei que era atividade diária e que me fazia bem porque eu praticava há cinco anos. Apesar de ser uma atividade de risco eu sei o que estou fazendo e tenho toda segurança. É difícil eu cair da barra”.

Além de orientações médicas triviais para uma gestante, Kristiane passou a seguir algumas regras para garantir a segurança do bebê. “Eu garanti que não faria nenhuma coisa nova no pole dance, mas não deixaria de estar com as minhas alunas porque isso faria mal para minha cabeça e ela concordou porque gravidez não é doença”.

Ainda no início da gestação, a professora fez uma análise dos batimentos cardíacos que não poderiam passar de 140 bpm. “Então eu comecei a treinar com relógio contando os batimentos para em que momentos eu passaria de 140 bpm. Daí ao descobrir esses momentos eu parava e continuava. Outra questão que eu me preocupei foi com a relaxina, um hormônio produzido pelo corpo lúteo e pela placenta, que produz um amolecimento das articulações pélvicas e dá flexibilidade necessária para que o neném passe. E isso poderia ser prejudicado se eu fizesse muita força, então tive toda preocupação de fazer os exercícios com muitos cuidados”.

Com todos os cuidados, Kristiane não precisou parar o pole dance. Hoje, prestes a entrar no nono mês de gestação, ela só pratica uma vez por semana e pretende parar em breve. Mas antes de qualquer exercício, ela explica que é necessário vontade e alongamento. “Como todo exercício, né. Mas para uma grávida isso é ainda mais primordial, nunca podemos esquecer”.

Mas desde que a barriguinha começou a aparecer, não faltou gente parabenizando e, ao mesmo tempo, questionando Kristiane sobre como é possível subir na barra sem colocar em risco o bebê que ainda está na barriga. “Eu tive muito questionamento, mas eu sei totalmente o que estou fazendo e sei fazer pole melhor do subir um banquinho. Então não dei muito abertura para as críticas”.

Kristiane começou a fazer pole dance em São Paulo, por curiosidade, e depois passou a ser professora em Campo Grande. Nos últimos ela também trabalhou para romper com o estigma de que a modalidade é algo apenas para a sensualidade. “As pessoas ainda pensam muito que o pole é algo apenas sensual, que as pessoas que fazem estão quase sem roupa e isso é verdade, afinal, precisamos de pouca roupa porque é necessário o contato do corpo com a barra. Mas isso foi evoluindo e diminuindo o preconceito da pessoa por causa dos benefícios”.

Entre os benefícios da atividade está o condicionamento físico e o resgate da autoestima. “E é a autoestima em duas vertentes. A primeira é de superação numa atividade que muitas vezes você olha e acha que não é capaz. E a segunda é autoestima de se olhar no espelho e sentir uma mulher bonita e gostosa, sem vergonha do próprio corpo”, finaliza.

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