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José Tibiriçá Martins Farreira fala sobre “O CALOR PANTANEIRO”

O CALOR PANTANEIRO

José Tibiriçá Martins Ferreira

José Tibiriçá Martins Farreira fala sobre "O CALOR PANTANEIRO" 1

Parece que o mesmo calor ardido daquela região chegou aqui.
Em 1967 estive pela primeira vez em Duque Estrada, uma pequena estação férrea a 9 km de Miranda. Existia um pequeno riacho na fazenda do meu avó, estava seco, que na região davam o nome de sanga. Na época da chuva voltava a ser piscoso, mas tudo agora ê diferente.
O poço onde se tirava água no balde estava seco também, então a solução era furar cacimba que presenciei meu tio fazer. Uma água salobra, mas existia muito limão no pasto, misturado a ela dava-se para matar a sede. Nos primeiros dias estranhei, mas água doce não se encontrava tão perto. O riacho a que me referi foi coberto de terra a mando de um ex-deputado estadual que adquiriu a propriedade. Tudo virou pasto, as árvores não existem mais e um amigo me informou que hoje está em falta o rico líquido para a grande maioria da população.
Miranda depende muito do turismo, época da pescaria, tem chegado nesses dias a 52 graus.
Meu tio que mora na rua Francisco Ferreira, acesso a Duque Estrada, afirmou que nos dias de queimada a fumaça noite dia deu a impressão que o mundo estava prestes a acabar em fogo, devido ao calor insuportável.
Todo cuidado é pouco, até um espelho ou pedaço de vidro que concentre o raio de sol ou algum disco de arado pode ser um foco para o começo de labareda.

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