Brasil reduziria fila no SUS para atendimento de saúde ocular em 80% com optometristas

Mais de 80% das pessoas que aguardam consulta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para alguma enfermidade ocular possuem problemas refrativos, como miopia e astigmatismo, que são as principais causas de cegueira evitável, casos em que é possível corrigir com o uso de óculos ou lentes de contato. Todo esse contingente poderia ser facilmente atendido por optometristas, segundo o Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria (CBOO), uma vez que se trata da maior parte da demanda por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a pressão dos médicos oftalmologistas, que buscam uma reserva de mercado, impede a atuação dos optometristas, contribuindo para o crescimento vertiginoso de pessoas com problemas de visão graves no Brasil.

A falta de atendimento imediato, além de acarretar severas perdas na qualidade de vida, pode agravar os problemas oculares. Só no Distrito Federal, de acordo com dados da Secretaria de Saúde, até setembro de 2019, a fila de espera para consultas relacionadas à saúde ocular chegava a seis anos. Crianças com idade de zero a 15 anos representam 70% desses pacientes. Em mais de 5 mil casos, crianças e adolescentes esperam por uma simples avaliação da visão.

Segundo a presidente do CBOO, optometrista Eriolanda Bretas, em todos os países desenvolvidos o optometrista é uma profissão regulamentada e faz o atendimento da demanda primária de saúde ocular dos cidadãos. Conforme a presidente da entidade, que representa 5 mil optometristas que possuem formação em nível superior, esse profissional tem capacitação para avaliar a condição de todo o sistema ocular, aferindo sua integridade e sinais de deficiência visual que possam ser corrigidas com a receita de óculos ou lentes. Os optometristas também estão aptos a identificar doenças que necessitem da intervenção médica, quando o paciente é encaminhamento ao corpo clínico.

“Essa fila do SUS é, na verdade, uma fábrica de cegos. Esse tempo desumano de espera acarreta prejuízos irreversíveis à visão, incapacitando as pessoas para determinadas atividades ou instalando a escuridão eterna em suas vidas, havendo ainda casos de risco de morte. Tudo isso poderia ser evitado ou, ao menos, amenizado com o atendimento multidisciplinar, incluindo os optometristas. A OMS aponta o optometrista como o agente primário da visão justamente por ele estar capacitado para avaliar o sistema visual, a integridade de tecidos, a fisiologia, medir, reabilitar o potencial prejuízo, fazendo com que os casos graves possam chegar mais precocemente, ou a tempo, de cuidados médicos. Essa prática potencializaria significativamente as chances de cura, reduzindo os prejuízos e o sofrimento dos pacientes. No entanto, essas pessoas, entre os quais milhares de crianças, estão aos poucos perdendo a visão”, destaca a presidente do CBOO, optometrista Eriolanda Bretas.

A falta de informação e o forte lobby dos médicos oftalmologistas, que não dão conta da demanda, segundo o CBOO, são os grandes responsáveis por essas pessoas não serem atendidas. Ações que tramitam em várias instâncias da Justiça impedem os optometristas de trabalhar. Os argumentos têm como base decretos que remontam a 1932, quando ocorreu a primeira regulamentação da medicina no Brasil. A época, os antigos “práticos” optometristas, que não possuíam formação, foram proibidos de atuar.

Há doze anos, tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Arguição de Descumprimentos de Preceito Fundamental (ADPF 131) protocolada pelo CBOO, que busca ver definitivamente reconhecido que os mencionados Decretos da década de 30 devem proibir apenas os profissionais “práticos”, que já não existem mais no mercado.

“Aplicar normas de um tempo em que sequer havia televisão, para em pleno século XXI regular ciência e tecnologia, ofende não só o bom senso. Proibir um profissional reconhecido em todo o mundo e aqui formado por instituições de ensino devidamente autorizadas, fere de morte, também, nossa Constituição, especialmente no que toca à liberdade de ofício ou profissão, prevista no art. 5º, inciso XIII”, pontua o advogado Fábio Luiz da Cunha, Procurador Jurídico do CBOO.

Atualmente, existem 5 mil optometristas registrados no Brasil com formação de nível superior. Ainda de acordo com o CBOO, uma das estratégias utilizadas pelas entidades médicas é relacionar a profissão de optometrista com o técnico em óptica, como forma a desinformar, gerar medo e insergurança nas pessoas e influenciar os gestores públicos.

“Existe uma confusão que se faz entre esses dois profissionais. O técnico em óptica é o profissional que possui curso de nível médio de dois anos. Toda a óptica precisa ter um técnico em óptica como um responsável técnico. Esse profissional é responsável e habilitado a receber as receitas, tanto do optometrista quanto de oftalmologistas, ler aquela receita e transferir seus dados para a máquina que vai fabricar a lente, os óculos, fazendo a adaptação necessária para o rosto da pessoa. Os técnicos em óptica não realizam qualquer tipo de exame e optometristas não fabricam óculos”, destaca Eriolanda.

Disputa jurídica

A luta dos optometristas para poder atuar no Brasil é antiga. No começo dos anos 2000, o primeiro curso superior em optometria foi lançado pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Entre 2004 e 2005, quando da formatura da primeira turma de optometristas, o Conselho Federal de Medicina ingressou com Mandado de Segurança contra o Ministro da Educação, com base nos Decretos de 1932 e 1934, alegando que os diplomas eram ilegais, pois permitiriam que “não médicos” exercessem a medicina. O objetivo era o de impedir a homologação dos diplomas.

Como a medida se deu contra um Ministro de Estado, com foro privilegiado, a ação foi diretamente para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2005, por mais de uma vez, o STJ, negou o pedido do CFM, entendendo regular a formação dos optometristas. Em março de 2007, foi a vez do Supremo Tribunal Federal (STF) que, julgando o recurso da medicina (Recurso Ordinário de Mandado de Segurança – RMS 26.199), reiterou a legalidade do ensino da optometria em nível superior.

“Agora veja, as cortes superiores do nosso país reconheceram a validade dos cursos de Optometria. A União Federal, inclusive, através de programas de financiamento como FIES, incentiva a formação desse profissional. O Congresso Nacional reconhece que a prescrição de óculos não é ato exclusivo de médico. OMS e o próprio Conselho Internacional de Oftalmologia reconhecem que o optometrista é essencial na atenção primária em saúde visual. Imaginar que esse profissional pode ser extinto do Brasil, seria institucionalizar o negacionismo”, ressalta o procurador do CBOO, advogado Fábio Cunha.

Dourados terá sinal Wi-Fi gratuíto em cinco praças públicas nos próximos dias

Projeto Cidade Digital foi desenvolvido em 2011 e retomado pela Prefeitura de Dourados

Programa de inclusão digital desenvolvido em 2011 deverá ser implantado pela Prefeitura de Dourados nos próximos dias em Dourados. O projeto denominado ‘Cidade Digital”, consiste na implantação de uma rede de fibra ótica interligando instituições públicas, como UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), Ceims’ (Centros de Educação Infantil) e escolas municipais, além de oferecer sinal de internet gratuíto (W-Fi), em cinco praças públicas.

De acordo com o diretor de Tecnologia, Rafael Koller, nos próximos dias será iniciado a implantação de rede nos seguintes locais: Praça Antonio João Praça do Parque Alvorada, Praça do Parque Alvorada, Praça do Jardim Canaã 1, Praça do Rego d’Água e Praça da Juventude (Parque das Nações I Plano).

Koller afirmou ainda que a rede com sinal W-Fi também deverá ser ampliada para outros pontos da cidade, incialmente na Vila Olimpica, localizada na aldeia indígena Bororó, no conjunto habitacional Dioclécio Artuzi e porteriomente na região do Joquei Clube.

O Projeto Cidade Digital foi licitado e apresentado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e será executado com recursos do Governo Federal com contra partida do município. A inciativa contribuirá com a redução das desigualdades sociais, a capacitação para o uso da tecnologia, além de ampliar os serviços da administração, facilitando aos cidadãos o uso dos serviços públicos.

BP Bunge Bioenergia investe em equipes treinadas, tecnologia e equipamentos para prevenir incêndios

Todas as 11 unidades da companhia possuem monitoramento por imagens de satélite em tempo real

São Paulo, setembro de 2020 – Prevenir é a melhor atitude quando o tema são os riscos de incêndios, especialmente em épocas de tempo seco, característico do período atual na região Centro-Sul do País, onde estão as 11 unidades agroindustriais da BP Bunge Bioenergia, uma das maiores companhias do Brasil em capacidade de moagem de cana-de-açúcar, com cerca de 28 milhões de toneladas processadas na última safra. É por essa razão que a empresa possui um Programa de Prevenção e Combate a Incêndios pelo qual investe tempo, comprometimento dos times e recursos financeiros para que os riscos de incêndios sejam controlados e extintos.

Tais iniciativas incluem a aquisição e manutenção de equipamentos e materiais, disponibilização, formação, treinamento regular e gestão de equipes locais, promoção de campanhas de prevenção e gestão de sistemas de apoio. Vale destacar que 100% da colheita de cana-de-açúcar da BP Bunge Bioenergia é mecanizada e, por essa razão, a empresa nunca utiliza o fogo no manejo dos canaviais.

“Temos  um sistema de monitoramento de incêndios por imagens de satélite, com acompanhamento em tempo real. Dispomos ainda de um projeto piloto na unidade Pedro Afonso, no Estado do Tocantins, onde instalamos torres de observação equipadas com câmeras de alta definição para monitoramento do canavial”, explica Nadia Gama, diretora de HSSE da BP Bunge Bioenergia.

A empresa conta com centenas de brigadistas treinados e dedicados 24 horas ao dia, sete dias por semana, ao trabalho de prevenção e combate a incêndios em seus canaviais e instalações de suas 11 unidades. Dispõe de 108 caminhões pipas, sendo que em três unidades já foram implementados em 100% da frota caminhões equipados com jato de água automatizados, controlados pelo operador por joystick de dentro da cabine do caminhão, o que evita a exposição do brigadista.

“Há estudos que indicam perda do teor de açúcar das plantas queimadas, o que é um prejuízo. Também há a eliminação da palhada com uma queimada. Esse material orgânico é usado na proteção e recomposição do solo, assim como parte da biomassa seria aproveitada na cogeração de energia elétrica. Fica claro que o uso do fogo na cultura da cana-de-açúcar é ruim não só para a sociedade como também para a empresa”, esclarece Nadia Gama.

“Infelizmente, grande parte dos incêndios ainda está associada ao descuido de algumas pessoas que usam fogo para eliminar restos de poda ou lixo, que lançam ‘bitucas’ de cigarro nas beiras de estrada ou ateiam foco nas áreas com a intenção de abrir passagens e vias clandestinas”, acrescenta a executiva.

Prevenção contínua

Em relação aos sistemas de prevenção a incêndios, a companhia possui programas que incluem a classificação e avaliação das áreas de risco. Suas equipes atuam em ações preventivas para evitar a ocorrência de incêndios a partir da limpeza regular de áreas próximas a rodovias, de carreadores e aceiros, entre outras.

Além disso, as unidades dispõem na área agrícola de postos avançados de combate a incêndios com brigadistas de plantão com caminhões pipa e outros equipamentos posicionados em pontos estratégicos prontos para eventuais deslocamentos de emergência.

A BP Bunge promove também campanhas internas e externas sobre o tema para conscientização de seus cerca de 9.000 colaboradores diretos e 4.000 prestadores de serviços terceirizados, além da população das comunidades onde está presente. A empresa atua ainda em parcerias locais com o Corpo de Bombeiros.

Todos os colaboradores dedicados ao trabalho de prevenção e combate a incêndios dispõem de EPIs – Equipamentos de Proteção Individual específicos para o combate ao fogo, como macacões antichamas, máscaras de proteção, sobretudos de bombeiros, assim como máscaras com suprimento de oxigênio, entre outros.

Como você pode fazer a sua parte?

  • Não queime lixo ou folhas secas, descarte-o em local apropriado;

  • Nunca jogue bitucas de cigarro às margens de rodovias;

  • Evite acender fogueiras. Basta uma fagulha para o fogo se alastrar;

  • Não solte balões. É crime previsto na lei 9.605/98;

  • Descarte vidros e latas da forma correta, sua exposição ao sol ou ao calor em contato com folhas secas pode criar uma chama;

  • Cuidado com velas, tochas, lampiões e fogareiros;

  • Verifique as instalações elétricas residenciais para evitar curto-circuitos.

Em caso de incêndio na sua região, acione o Corpo de Bombeiros pelo número de emergência 193.

Sobre a BP Bunge Bioenergia

A BP Bunge Bioenergia, empresa formada pela joint venture das operações de açúcar e álcool da BP e da Bunge, está entre as líderes do mercado nacional de etanol, açúcar e energia elétrica gerada a partir de biomassa. Presentes nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, suas 11 unidades agroindustriais têm capacidade de moagem de 32 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, a segunda maior do País. A empresa ainda é responsável pela gestão de 450 mil hectares de terras dedicadas à produção de cana-de-açúcar. Com mais de 9 mil colaboradores, a BP Bunge Bioenergia está focada em ser referência mundial na produção de energia sustentável. Mais informações em www.bpbunge.com.br.

UFGD, MPE e TRE oferecem capacitação para pré-candidatos às eleições municipais

Estão abertas até 20 de setembro as inscrições para a Capacitação para pré-candidatos (as) às eleições municipais 2020, oferecida pelo curso de Direito da UFGD em parceria com a Escola do Ministério Público Estadual (MPMS) e a Escola do Tribunal Regional Eleitoral (TRE – MS).

A capacitação ocorrerá em 23 de setembro, das 8h às 11h e das 13h às 17h, de forma remota, pela plataforma Google Meet, com aulas expositivas, apresentações das legislações eleitorais, textos complementares e espaço para debate e interação.

As vagas são destinadas prioritariamente aos candidatos (as) a vereador (a), prefeito (a) e vice-prefeito (a) do estado de Mato Grosso do Sul. A inscrição é gratuita e pode ser realizada pelo formulário eletrônico disponível em:  https://forms.gle/RveLhUM8TxMDxokVA.

O curso será dividido em três momentos: práticas pré-eleitoral, eleitoral e pós-eleitoral. A atividade irá destacar as especificidades impostas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). O conteúdo contemplará: noções de direito eleitoral; atos de pré-campanha e propaganda antecipada ilícita; propaganda eleitoral permitida e proibida; propaganda eleitoral na internet; fake news; horário eleitoral gratuito no rádio e na TV; direito de resposta; condutas vedadas aos agentes públicos em campanha; convenções partidárias e registro de candidatura; início e forma de arrecadação de recursos financeiros; gastos eleitorais permitidos; mudanças eleitorais em razão da pandemia de covid-19; vedação de compra de votos e consequências; permissões e vedações no dia da eleição e crimes eleitorais.

O objetivo do curso é orientar os candidatos e as candidatas envolvidos nas eleições de 2020, para que compreendam a sistemática e a conduta a adotarem durante a campanha, evitando práticas ilegais que comprometam a candidatura.

Para mais informações sobre a capacitação: direitofadirufgd@gmail.com

Fórum LGBT de MS realizará Parada da Diversidade Online no dia 20

Como todos sabem, este ano, a pandemia global de COVID 19, prejudicou a realização de muitos eventos, e como não seria diferente, atrapalhou a realização da nossa parada da cidadania e do orgulho LGBTQIA+, que tradicionalmente acontece no mês de Junho. Porém, para mostrar o orgulho e celebrar conquistas, o Fórum Estadual LGBT-MS decidiu realizar, online, no dia 20 de setembro, a partir das 16h, a Parada da Diversidade online de Mato Grosso do Sul no canal do Youtube da entidade.

O tema do ato deste ano é “A DEMOCRACIA TEM TODAS AS CORES” e a expectativa da organização é de atrair o máximo de pessoas entre LGBT+ e simpatizantes nos municípios do estado e fora dele, e será transmitida simultaneamente em canais no YouTube do Fórum e da cantora Paolla, os convidados vão interagir remotamente, com os apresentadores ao vivo, respeitando todas as medidas de biossegurança, em estúdio. A previsão é que a Parada tenha cerca de 4 horas de duração.

A parada teve que se adaptar à pandemia do novo coronavírus (covid-19), com apresentação e participação de vários influenciadores, artistas nacionais e regionais como  Hugo Bonemer (ator Global), Mauro Sousa (Diretor da Maurício de Sousa Produções – Turma da Mônica), Dumaresk (The Circle Brasil – Netflix) e da blogueira Thiessa, todos de forma totalmente voluntária, inclusive o show de encerramento, a cantora Paolla, que cedeu parte da estrutura do seu show, transmissão no seu canal e se apresentará voluntariamente.

Para Felipe Hespporte, um dos artistas do evento, é muito importante a realização da Parada, mesmo que online, ““Eu nunca duvidei da importância até eu ir pela primeira vez, presencialmente, há uns 4 anos, coincidindo quando havia começado a me montar. Quando pude estar lá, senti a felicidade de uma comunidade em um dia onde todos podem ser o que são, sem medo de estarem ali celebrando isso. Com essa pandemia, que pegou todos de surpresa, fazer uma versão online do evento é uma maneira de lembrarmos que teremos essa mesma sensação, porém em suas casas, seguros do vírus. Nessa loucura toda o entretenimento on-line aumentou ainda mais, e a necessidade do consumo dele também,acaba sendo até mais fácil para alguns artistas “de casa” se expressarem e estarem ali, em comunidade, ou até mesmo atingir um outro público que não poderia estar, mesmo se fosse presencial. É muito bom sempre ter quem lute pela comunidade e tenta acrescentar para trazer essa alegria pra todos, ajuda e união nunca é demais”.

Segundo Edmilson Cardoso da Cruz, Presidente do Fórum Estadual LGBT-MS, “confiamos que a nossa população LGBT+ e as pessoas aliadas com a nossa pauta, reajam de forma extremamente positiva diante das atrações, nesse sentido, a Parada online tem como objetivo ampliar a voz da população LGBT+ de MS junto à comunidade e oferecer um aporte para que os Movimentos Sociais, ONGs conquiste mais espaço, principalmente nos dias de hoje onde vivemos um cenário totalmente truculento para nós LGBT+, esperamos que as apresentações além de bonita, sejam poderosas e impactantes para que as pessoas reflitam sobre a nossa forma de viver e espalhar o amor na sociedade contemporânea”.

Tecnologias digitais aumentam a eficiência do manejo integrado de pragas

Um experimento conjunto entre a Embrapa e a Cooperativa Cocamar, conduzido no norte do Paraná, comprovou que as tecnologias digitais aumentam a eficácia do manejo integrado de pragas. Durante uma safra de soja 2019/2020, foram utilizadas geotecnologias (e.g. georreferenciamento e espacialização de dados) para racionalizar a aplicação de inseticidas no controle de percevejos-praga dessa cultura. Os resultados mostraram redução de até 45% no uso de produtos químicos e melhoria na qualidade dos grãos.

A pesquisa, que reuniu equipes da Embrapa Soja (PR), Embrapa Meio Ambiente (SP) e Embrapa Informática Agropecuária (SP), se baseou no conceito de zonas de manejo. Trata-se de uma estratégia de amostragem de pragas que conjuga conhecimentos digitais e agronômicos para criar mapas de distribuição espacial de percevejos  e orientar as máquinas de pulverização a fazer as aplicações apenas em áreas indicadas para os controles químico e biológico.

“Cada dia mais, o conceito de zonas de manejo ganha força com o auxílio e a inclusão de ferramentas digitais no dia a dia da agricultura”, explica o pesquisador da Embrapa Samuel Roggia, líder do projeto de pesquisa. “Conhecer o comportamento de cada talhão dentro da propriedade e adotar estratégias específicas, que permitam o melhor uso da terra, está na lista de prioridades de quem quer produzir bem”, declara.

Grãos de melhor qualidade

A pesquisa acompanhou três situações de campo de manejo de percevejo com controle químico: uma área foi manejada com o conceito de zonas de manejo e aplicação localizada (AP + MIP); outra observou o manejo integrado de pragas, mas considerando o controle em área total do talhão quando a população da praga atingia o nível de controle (MIP); e a terceira considerou a prática de manejo de percevejo tradicional da propriedade em área total.

“O diferencial da aplicação localizada por zonas de manejo em relação à aplicação do MIP em área total e ao manejo tradicional é que, além de economizar produto, a aplicação localizada apresentou maior qualidade do grão, com menos grãos picados por percevejos”, revela Roggia.

Os experimentos foram conduzidos em uma lavoura de soja Intacta, no norte do Paraná, onde foi realizado o levantamento georreferenciado de percevejos utilizando o Agrotag (veja quadro), um aplicativo desenvolvido pela Embrapa para celular e outros dispositivos móveis que permite trabalhar com georreferenciamento.

Ao longo da safra, foram gerados mapas semanais da distribuição dos percevejos na lavoura e aplicadas as diferentes estratégias de manejo de pragas. “Realizando o levantamento georreferenciado de percevejos na lavoura é possível gerar um mapa com a distribuição espacial deles. Esse mapa é migrado para um pulverizador, que é utilizado apenas onde é necessário. Ou seja, quando é atingido o nível de controle da praga de dois percevejos por pano de batida” explica o pesquisador da Embrapa Luiz Eduardo Vicente, especialista em sensoriamento remoto e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Agrotag.

A geração dos mapas de distribuição espacial de percevejos foi realizada pela Embrapa Informática Agropecuária, por meio de dados interpolados das áreas amostradas com a ferramenta de análise geoestatística. A geração do mapa parte do princípio que a distribuição dos percevejos na lavoura não ocorre ao acaso, mas segue uma distribuição dependente do espaço e da data de cada avaliação realizada em campo. “Para isso, os dados georreferenciados foram submetidos a cálculos matemáticos, gerando dados interpolados com melhor precisão para o mapeamento, o que direciona a tomada de decisão para o controle do percevejo no campo,” detalha a pesquisadora da Embrapa Célia Regina Grego.

Potencial para controle biológico

“Com esse estudo, estamos preparando o terreno para o controle biológico em larga escala. Essa estratégia de amostragem e geração de mapas de dispersão de pragas poderá ser bastante vantajosa, pois ajuda a economizar e a identificar os pontos necessários para aplicação de parasitoides. Dessa forma, o agricultor vai aplicar apenas quando a praga estiver presente. Isso pode favorecer muito a adoção e a utilização de controle biológico, além de reduzir custos, uma vez que os parasitoides naturais serão colocados apenas em regiões onde houver manchas de ocorrência das pragas.

Vicente destaca que a tecnologia embarcada em máquinas para aplicação de insumos à taxa variada, por exemplo, já existe há muito tempo no Brasil. “Ela é eficiente e moderna, com transmissão de dados em campo, e conta com instrumentos precisos de aplicação na chamada ponta de lança do trator,” diz.

No entanto, ele cita uma grande lacuna que é a necessidade de informação de qualidade oriunda do cultivo, gerada de maneira rápida, precisa e de baixo custo. “Com a utilização dos recursos do Agrotag, reduzimos drasticamente o tempo entre o levantamento em campo e o mapa no trator, com substancial aumento de precisão, demonstrando um caminho viável para suprimir essa demanda,” acredita.

Os pesquisadores pretendem aperfeiçoar o número de pontos de amostragem até a automação do processo de geração do mapa. “Queremos construir uma solução tecnicamente viável, segura e prática para facilitar o processo de tomada de decisão do agricultor”, relata Roggia. “O negócio do agricultor está cada vez mais complexo.  Isso faz com que seja cada vez mais difícil decidir. Hoje o risco de produzir é praticamente todo do agricultor. Por isso, soluções que facilitem esse processo de tomada de decisão são importantes”, complementa Santos.

Futuro prevê ainda mais inovação no controle de pragas

O projeto de pesquisa está avançando em várias frentes visando inovar em métodos de amostragem de pragas. Está prevista em uma próxima etapa a automatização total do processo de coleta, geração de mapas e entrega na “nuvem de dados on-line” para consumo por máquinas no campo.

“Esse processo incluirá o acréscimo de dados importantes na geração de mapas de pulverização oriundos de outras fontes, além das informações coletadas no campo. Estresse hídrico ou estimativa de clorofila, por exemplo, podem ser obtidos utilizando imagens de satélite, abrindo margem para uma melhoria substancial na precisão dos dados. E já possuímos sistemas e aplicativos para tratamento de imagens de satélite que integrarão o projeto”, comenta Vicente.

“Em um futuro próximo, um dos focos é o desenvolvimento de sensores automatizados, conectados e que facilitem o monitoramento das pragas. O diagnóstico precisa ser cada vez mais rápido e preciso. As soluções fáceis já apareceram, mas temos muitos desafios”, revela. Outro desafio observado pelo pesquisador é a integração das informações das múltiplas plataformas. “Já se avançou muito nos últimos cinco anos. Antes não havia essa integração, mas gradativamente estamos observando o avanço nessa temática. E a aplicação das ferramentas de Inteligência Artificial vai ajudar a processar e a entender esse grande volume de dados que será gerado, trazendo mais assertividade na lavoura”, destaca.

Copasul inaugura Unidade TRR, nova opção a cooperados na aquisição de óleo diesel

A cerimônia ocorreu de forma simples e direta, obedecendo as normas de segurança biológica em meio à pandemia, apenas para marcar solenemente o início da operação do complexo

Aconteceu na manhã desta terça-feira, dia 1° de setembro, a solenidade de inauguração da Unidade TRR – Transportador Revendedor Retalhista da Copasul. A cerimônia ocorreu de forma simples e direta, obedecendo as normas de segurança biológica em meio à pandemia, apenas para marcar solenemente o início da operação do complexo construído recentemente com o investimento total de R$ 3,8 milhões. O primeiro ato na solenidade foi respeitar um momento de silêncio em homenagem às vítimas da pandemia.

A solenidade teve a presença de Gervasio Kamitani, presidente da Copasul, e de Nelson Antonini, vice-presidente, de conselheiros da cooperativa, colaboradores da unidade, o gerente de Meio Ambiente, Astolfo Carlos Mendes, representando o prefeito de Naviraí, e o padre Ajay, da paróquia Nossa Senhora das Graças de Naviraí, que proferiu a benção no local.

Durante o único pronunciamento que ocorreu, além da benção do padre Ajay, o presidente da Copasul, Gervasio Kamitani, agradeceu a todos pela compreensão e colaboração durante o evento que acontece em meio a uma pandemia e ressaltou todo o trabalho realizado para que o TRR pudesse operar.

“Quero parabenizar a equipe pelo trabalho de conseguirem as licenças, fazer tudo conforme manda a lei, parabéns a todos. Hoje é um dia importante que a gente não poderia deixar de tornar solene e de ter a benção de Deus, mas tivemos que fazer de maneira a respeitar toda esta questão da pandemia. Então pedimos ao padre Ajay para fazer esta benção e eu agradeço todos vocês que estão aqui para presenciar o descerramento da placa também. Tivemos uma tratativa bastante tranquila para conseguir todas as licenças, cumprir toda a lei que rege esta atividade e eu pude perceber que já vivemos novos tempos na política. As coisas estão acontecendo de uma maneira muito mais transparente pra gente e isso é muito bom porque vai de encontro aos valores da Copasul”, discursou Gervasio.

Durante a benção, o padre Ajay lembrou da passagem bíblica em que Jesus encontra uma mulher samaritana à beira de um poço, onde dialogam sobre a água da vida, e destacou a necessidade de estarmos atentos a Deus e sedentos da comunhão com Ele. O padre também falou sobre a alegria que a Copasul traz para a cidade e a região, demonstrando crescimento em tempos difíceis, como tradução de uma esperança por dias melhores. O padre abençoou as instalações, os veículos e todas as pessoas presentes.

Após as bençãos, Gervasio Kamitani e Nelson Antonini descerraram a placa de inauguração onde consta o nome do TRR e a frase slogan “O fortalecimento do nosso cooperados. Este é o nosso combustível”. Em seguida a solenidade foi encerrada.

O TRR é uma estrutura autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) a adquirir combustível a granel, lubrificantes acabados e graxa envasados para comercializar de maneira retalhada aos interessados na aquisição. A unidade trabalhará com o combustível óleo diesel S500 e S10, lubrificantes e graxas, construído para trazer mais comodidade logística e, acima de tudo, qualidade aos cooperados da Copasul. O TRR não é um posto de combustíveis e a quantidade mínima de compra é de 2 mil litros. Tanques também podem ser adquiridos através do TRR Copasul, para serem instalados nas fazendas a fim de armazenar o combustível.

O empreendimento conta com uma base de recebimento onde estão cinco tanques subterrâneos sendo 3 com capacidade para 60 mil litros e 2 com capacidade para 30 mil litros, totalizando capacidade estática de 240 mil litros. Há também uma base de expedição onde serão carregados os caminhões para o transporte aos cooperados e uma sala de controle, onde ocorrerão os testes de qualidade do combustível e controle dos dispositivos.

O TRR ainda conta com uma frota de veículos composta por um ‘rodotrem’, com capacidade para transporte de 60 mil litros de combustível e 3 caminhões ‘toco’, com capacidade para 10 mil litros cada, estes destinados à entrega do diesel nas propriedades. Todas as instalações, veículos e procedimentos seguindo rigorosamente as normas preconizadas pela ANP.

Na equipe, um supervisor, um responsável pelo departamento administrativo, um líder operacional, um vendedor e os motoristas, todos colaboradores da Copasul, que atuarão sob a missão de “fornecer produtos e serviços no segmento de combustíveis com qualidade superior, presteza e de maneira sustentável, gerar valor aos associados e a Copasul, garantir a satisfação dos colaboradores e clientes, contribuindo com o desenvolvimento do agronegócio”.

Ao final da solenidade, o conselheiro José Carlos Marchetti destacou o TRR como uma estrutura que visa dar mais qualidade ao cooperado, mas que, no contexto do cooperativismo, terá o diferencial de ser de cada associado. “Além de termos uma estrutura para nos trazer um bom atendimento, com a qualidade que a gente conhece da Copasul, temos também a certeza de que isto é dos cooperados e todo investimento acaba voltando pra cada um no final”, resumiu.

UNIGRAN Dourados e Capital iniciam hoje Semana Jurídica de Direito em plataforma própria

Nesta segunda-feira, 24, inicia a XLI Semana Jurídica UNIGRAN Dourados integrada com a I Semana Jurídica UNIGRAN Capital, com o tema ‘Direito, Sociedade e Tecnologia: a superação de paradigmas em tempo de pandemia. A novidade é que o evento vai inaugurar o ‘Auditório Virtual UNIGRAN’, que é uma plataforma própria criada pela Instituição para garantir a continuidade da programação de eventos dos cursos com a mesma qualidade dos presenciais.

Entre os objetivos do evento estão propor uma reflexão crítica que valorize os fenômenos jurídicos e sociais contemporâneos em tempos de pandemia, contribuir para a formação de egressos capazes de promover justiça e desenvolver livremente os preceitos de cidadania dentro do contexto nacional, oportunizar acesso democrático a discussões jurídicas e sociais nacionais, regionais e locais, valorizando aspectos interdisciplinares que integram a prática jurídica, e ainda, valorizar o processo de construção do conhecimento e sua aplicabilidade na formação acadêmica, profissional e pessoal, despertando o senso ético e crítico, o discernimento e a participação em prol do desenvolvimento humano.

Renato de Aguiar Lima Pereira, diretor da Faculdade de Direito da UNIGRAN, falou sobre o novo formato do evento e a expectativa da participação. “Pela primeira vez estamos fazendo uma Semana Jurídica que é virtual e também em conjunto com a UNIGRAN Capital, então a nossa expectativa é muito grande, pelo fato de estarmos em uma pandemia e o evento acontecer online, garantindo a preservação da saúde de todos os participantes”, falou.

“A UNIGRAN construiu uma plataforma virtual que certamente vai superar as expetativas de todos os inscritos, que até o momento são mais de dois mil. Nesses 41 anos de Semana Jurídica, acredito que essa vai ser o ‘divisor de águas’, pois vai marcar a história, assim como a Instituição fez ao longo de toda a sua existência”, pontuou Aguiar.

No mês de julho, o curso realizou uma colação de grau virtual, que contou com a participação de mais de mil participantes assistindo e a partir dessa experiência, o curso decidiu fazer o evento não deixando a formação acadêmica ser impactada pela pandemia.

Diversos profissionais renomados no cenário nacional do Direito serão palestrantes no evento. Entre eles, destaque a dois dos maiores processualistas, Dr. Fábio Caldas de Araújo, do Direito Civil, que vai abordar ‘O Processo em Tempo de Pandemia’, e o Dr. Rogério Greco, do Direito Penal, que vai falar do tema ‘A influência da mídia no direito penal’.

A programação também contará com as palestras ‘A revisão dos contratos pós-pandemia’, com Dr. Alessandro Meliso Rodrigues; ‘O princípio da legalidade diante da Covid-19’, com Dr. Flávio Garcia Cabral’; ‘Criança e Adolescente, os desafios adicionais resultantes da Pandemia no cenário da contemporaneidade’, com Dr. João Batista da Costa Saraiva; ‘Inovações processuais do Pacote Anticrime’, com Dr. Nestor Tavora; ‘Inteligência artificial e o judiciário: questões éticas à luz dos direitos fundamentais’, com Dr. Roberto da Freiria Estevão; ‘O meio ambiente na Corte Internacional de Justiça’, com Dr. Lucas Lima; ‘A reforma tributária em tempo de tecnologia e de pandemia’, com Dr. Edvaldo Brito; ‘Colaboração Premiada e a Lei Federal n. 13.964 de 2019’m, com Dr. Douglas Fischer; ‘Trabalho on-line em tempos de pandemia’, com Dr. Luís Antônio Camargo de Melo; ‘Em tempos de respiração somos todos índios?’, com Dr. Alvaro de Azevedo; ‘O sistema tributário brasileiro: ‘robin hood’ às avessas’, com Dr. Helton Kramer; ‘Covid-19, Crise e Relações de Trabalho: o direito do trabalho e a atuação do Judiciário nos desafios impostos pela pandemia’, com Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Douglas Alencar Rodrigues; e ‘Pandemia e Direito Constitucional: a crise nos direitos sociais e na democracia’, com Dr. Flávio Martins.

Ainda, acontecerá o debate ‘Combate à violência doméstica e de gênero: como avançar?’, com a Dra. Márcia Bicalho Borini, Dra. Eva Maira Cogo da Silva e Dra. Helena Alice Machado Coelho e também o lançamento do livro ‘Direito dos animais na família: um debate necessário’, dos autores Dr. Thiago Pires Oliveira, Dr. Camilo Henrique Silva e Me. Gilberto Ferreira Marchetti Filho.

O ‘Auditório Virtual da UNIGRAN’ surge alinhado com outros recursos tecnológicos que a Instituição já possui, como por exemplo, o Google For Education. O acesso à plataforma será liberado dez minutos antes de cada atividade.

Para garantir a mesma interação entre os participantes e palestrantes, uma ferramenta será disponibilizada para o envio de perguntas. A plataforma também se adapta com a conexão de internet de cada participante e para garantir a lisura e confiabilidade da certificação, a participação de cada inscrito será auditada durante as atividades.

A participação na Semana Jurídica integrada é gratuita e aberta para profissionais e outros interessados. A inscrição pode ser feita no site do evento (eventos.unigran.br/direito2020), que também possui a programação completa com o currículo de cada palestrante. Ao se inscrever, um e-mail será enviado com om código de acesso, que será solicitado para entrar no auditório.

Embrapa e Academia Chinesa de Ciências elaboram agenda conjunta para colaboração em edição genômica de soja

A Embrapa e a Academia Chinesa de Ciências (CAS) realizaram, nos dias 18 e 19 de agosto, o primeiro workshop para elaboração de uma agenda conjunta de pesquisa e desenvolvimento na área de genômica avançada para a cultura da soja. A iniciativa é a primeira atividade após a assinatura, no ano de 2019, do memorando conjunto de entendimento entre a Embrapa e o Inaseed (Instituto de Genética e Desenvolvimento Biológico da Academia Chinesa de Ciências), durante encontro dos presidentes da China e do Brasil em Pequim.

O workshop discutiu a formação de um arranjo de pesquisa conjunto em soja, na área de genética, caracterização de germoplasma, edição genômica, uso de técnica de RNAi e genética funcional da soja.  “O evento representa um avanço significativo na agenda bilateral de cooperação cientifica e tecnológica entre Brasil e China”, destaca Celso Moretti, presidente da Embrapa.

A parceria com o Inaseed vem sendo negociada desde 2018 em uma ação que envolveu também o Ministério da Agricultura brasileiro, embaixada do Brasil na China, Academia Brasileira de Ciências. “É estratégico para o Brasil e também para a China a união de esforços na pesquisa com a cultura da soja. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e destino de, aproximadamente, 80% da exportação brasileira de soja em grão (in natura). Podemos investir de forma conjunta para solucionar gargalos da cultura e melhorar a agregação de valor e novos atributos de qualidade para a soja brasileira”, explica Alexandre Nepomuceno, líder do portfólio de genética e biotecnologia avançada da Embrapa e pesquisador da Embrapa Soja.

O primeiro workshop seria realizado de forma presencial em fevereiro de 2020, na Embrapa Soja, em Londrina, PR, mas foi suspenso devido à pandemia. A reunião de apresentação das equipes técnicas ocorreu por meio de videoconferência com acesso restrito aos pesquisadores convidados e presença da diretoria-executiva da Embrapa, representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia Chinês e embaixada brasileira em Pequim. O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capville colocou alguns desafios para os cientistas envolvidos: “Precisamos pensar nessa parceria tanto no avanço do conhecimento, como também na inovação, ou seja, identificar projetos que tenham alto potencial para levar a ciência ao mercado”.

Para o representante da embaixada brasileira em Pequim, Hugo Peres, a natureza complementar das relações Brasil-China são fatores motivadores para maiores investimentos conjuntos em ciência e tecnologia.  “É uma cooperação com perfil ganha-ganha, onde a segurança alimentar, o abastecimento e as necessidades da cadeia de suprimento chinesas são combinadas com a vocação brasileira de potência agrícola com alta tecnologia e desenvolvimento econômico brasileiro com a geração de emprego e renda no Brasil. A ciência sempre esteve por trás do progresso agrícola brasileiro”, destacou.

Além de pesquisadores da Embrapa Soja, participaram do Workshop pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento, Gerência de Relações Internacionais da SIRE. Ao término do evento, as contrapartes brasileiras destacaram o grande potencial de cooperação e sinergia entre áreas de pesquisa. “Temos muito a colaborar e vamos trabalhar para que essa agenda avance com projetos conjuntos rapidamente”, destacou Zhixi Tian, cientista líder da articulação pelo Inaseed. “Os próximos passos envolvem a elaboração das propostas de projetos técnicos conjuntos e busca de fontes de financiamento. Há possibilidades de expandir a cooperação técnica para outras culturas, assim como interesse em avançar com agendas de agricultura digital”, destaca Nepomuceno. A Academia de Ciência da China (CAS) é formada por 110 instituições de pesquisa, sendo que 26 delas atuam na área de ciências da vida.

Equoterapia será tema de live às 19h30 desta quinta-feira no Instagram

Nesta quinta-feira, 16 de julho a partir das 19h30, horário de Mato Grosso do Sul, acontecerá uma Live no Instagram: @Movemais sobre a importância da equoterapia, como ela funciona, porque é utilizado o cavalo e qual a sua função durante o tratamento.

Também será discutida na live qual a função da equoterapia durante o tratamento, a multisciplinariedade da equipe de atendimento, como é feita a avaliação para a prática deste tipo de terapia e como ela pode ser benéfica no tratamento de diversos transtornos e síndromes como autismo, Dow, Rett e no auxílio e tratamento da depressão e ansiedade.

Especialistas vão tratar também das indicações e contraindicações da equotepia e curiosidade sobre o cavalo. A live contará com a participação de duas profissionais conceituadas. Uma delas é a psicopedagoga, escritora, terapeuta, equoterapeuta e profissional de equitação, Denise Caramori.

Também participam do colóquio a fisioterapeuta Leidiany Spessoto da clinica MoveMais, que é um centro especializado em neurodesenvolvimento que é referência em dourados e região.

“É impossível não se interessar pelo assunto, pois e terapia como a Equoterapia que transforma a vida das pessoas através de um atendimento realizado nas áreas de saúde, educação e equitação utilizando o cavalo com sua força e poder e ao mesmo tempo dócil”, disse Denise Caramori.

 

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