Casa Satine realiza roda de conversa sobre representatividade e participação em espaços de poder da mulher LBT

Em alusão ao 08 de março, data em que é comemorado o dia internacional da mulher, a Casa Satine, com o apoio do Laricas Cultural e Subsecretaria da Mulher do Estado de Mato Grosso do Sul realizará no domingo, 15, à partir das 17h30, uma roda de conversa Mulheres LBT & Espaços de Poder; implicações sobre a falta de representatividade.

A ideia é debater o cenário atual de representatividade das Mulheres LBT (Lésbicas, Bissexuais e Transsexuais) e mulheres vindas de grupos minoritários em Espaços de Poder formais e informais e analisar quais os desdobramentos sociais e políticos.

Segundo a Coordenadora de Cultura da Casa Satine, Karla Waleska de Melo, “o tema dessa roda de conversa foi pensado dentro dos grupos de mulheres e grupos LGBT em função da baixa participação feminina e a baixa representatividade em espaços de poder, esse primeiro encontro será o embrião de mais outros que queremos fazer para discutir e levar soluções em saúde, educação e na sociedade para uma maior participação da mulher LBT em espaços de poder e tomada de decisões”

 

Serviço

Roda de Conversa Mulheres LBT & Espaços de Poder, Implicações sobre a falta de representatividade

Data: 15 de março – domingo – 17h30

Local: Laricas Cultural – Antonio Maria Coelho, 1663, Centro

Entrada Gratuita

 

André Veloso , o maquiador das principais capas de revista vem a Campo Grande para aula especial

André Veloso tem Iza, Camila Pitanga, Leticia Spiller e Izabel Goulart no currículo

Campo Grande recebe no dia 16 de março um dos maiores nomes da maquiagem no Brasil, o pernambucano André Veloso. O profissional queridinho das modelos e das celebridades, tem mais de 25 anos de experiência e coleciona em sua carreira as capas de diversas revistas como Marie Claire, Claudia, Elle, Boa Forma, Capricho, Estilo e outras, maquiando nomes como Iza, Pabllo Vittar, Flavia Alessandra, Marina Ruy Barbosa, Juliana Paes, Camila Pitanga, Letícia Spiller, Alinne Moraes, Sophie Charlotte, Sheron Menezes e a top model Izabel Goulart, dentre outras. Grandes campanhas publicitárias e editoriais também estão em sua trajetória profissional.

Para compartilhar seus conhecimentos, André vem para Campo Grande com o intuito de treinar maquiadores, beauty artists e entusiastas em uma Master Class que tratará da preparação de pele perfeita, correção, contorno, olhos incríveis, iluminação, make-up glow & red carpet, capa de revista, editoriais e técnicas de correção de look.

Serão 5 horas de curso e as vagas são limitadas. A Master Class de André Veloso acontece no Bahamas Apart Hotel e tem o apoio do Jacques Janine, Four Salon e Machine Management.

As informações sobre investimento e matrículas estão no site https://infoandreveloso.wixsite.com/masterclass ou pelos números (67) 99139-5506 e (67) 99640-1249 (ambos WhatsApp).

Serviço

O quê: Master Class André Veloso

quando: 16 de março, das 10h às 12h e das 13h30 às 16h30.

onde: Bahamas Apart Hotel – R. José Antônio, 1117

 

Informações: https://infoandreveloso.wixsite.com/masterclass

Durante prestação de contas de mandato à segmento evangélico, vereador destaca projeto do PSD em Itaporã

Na manhã deste sábado (07), o vereador Matos promoveu o “3º Café com o Legislador”, o encontro foi destinado a uma conversa com o segmento evangélico, com a finalidade de prestar contas de seu mandato legislativo.

O evento contou com a presença de representantes evangélicos da Igreja Assembléia de Deus Madureira e Ministérios do Belém e Missões, além de representantes da Igreja Internacional da Graça de Deus, Deus é Amor, Deus é Verdade, Jerusalém Avivamemto, Brasa Viva e também membros da Igreja Católica.

Na oportunidade Matos explanou acerca de suas ações junto ao Legislativo Municipal, destacando sua forte atuação junto às causas sociais e no combate à atos de corrupção, destacando ainda a necessidade de investimentos nos diversos âmbitos do município, tendo em vista a previsão de arrecadação municipal de R$75.000.000,00 para 2020.

Aproveitando o ensejo da reunião e a presença do pre-candidato à prefeito Andrézão, foi feita uma explanação acerca do programa do PSD “Idealizando juntos, a Itaporã dos nossos sonhos”, aonde Andrézão falou sobre sua pré-candidatura e pode coletar algumas reivindicações apresentadas pelos representantes do segmento evangélico, reivindicações estas que começam a compor o plano de governo que deverá ser apresentado este ano.

Durante sua explanação, Andrézão parabenizou o vereador Matos pela iniciativa de prestar contas junto à população, ao mesmo tempo que agradeceu a presença dos participantes, ressaltando a importância da participação da população nos atos políticos do município.

Ju França é o novo reforço feminino do MDB de Rio Brilhante e pode entrar na disputa pela Câmara Municipal

O advogado Sidney Foroni recebeu em seu escritório da visita da primeira suplente do Conselho Tutelar, Juraci França da Silva, conhecida popularmente como Ju França.

Ela que é graduada em Serviço social pela Unigran é o novo reforço feminino do MDB de Rio Brilhante e figura como uma possível pré-candidata à Câmara de Vereadores.

Na eleição do Conselho Tutelar, Ju França obteve 198 votos e ficou na primeira suplência.

Ministério Público parabeniza gestão sustentável da Prefeitura de Nova Alvorada do Sul em resíduos sólidos

O trabalho realizado pela Administração Municipal de Nova Alvorada do Sul por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente para desativação do lixão municipal e o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADE) é destaque em Mato Grosso do Sul e motivo de visitas técnicas.

Na manhã desta quarta-feira, (16), estiveram visitando a Unidade de Tratamento de Resíduos, membros do Ministério Público do Tocantins, o Engenheiro Agrônomo Henrique Garcia dos Santos, e Engenheira Ambiental Dalvany Alves de Souza Lima, também esteve presente a Engenheira Ambiental Hélia Rodrigues de Azevedo Pacheco da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Tocantins.

Durante a visita de reconhecimento do local, os técnicos foram esclarecidos sobre os desafios do encerramento do lixão municipal, a coleta seletiva e a educação ambiental, sendo o município parabenizado pelo empenho na gestão de resíduos sólidos e, eventualmente o município de Nova Alvorada do Sul servirá de modelo para os municípios tocantinenses.

Acompanharam a visita técnica o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Dorival Barbosa Campos e o Biólogo, Thiago Mota e a presidente da cooperativa de catadores de matérias recicláveis de Nova Alvorada do Sul – COOPERNAS Sandra Silva dos Santos.

Preço mínimo e máximo do gás de cozinha se mantém estáveis há mais de um mês

O gás de cozinha, botijão de 13 kg, conserva preço estável em Dourados, em R$ 70,45. O valor mínimo e máximo do produto, não sofreram modificações, há mais de 30 dias, conforme dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

De acordo com dados da agência, os quais são pesquisados semanalmente, desde o dia 30 de junho, o valor mínimo do produto está em R$ 65 e o máximo em R$ 85, em Dourados.

No período entre 30 de junho a 03 de agosto, o valor médio do produto variou entre R$ 70,72 ( de 30/06 a 06/07), permanecendo em R$ 70,72 ( de 07/07 a 13/07), em R$ 70,83 ( de 14/07 a 20/07), novamente em R$ 70,72, (de 21/07 a 27/07) e em R$ 70,45 na mais recente avaliação (de 28/07 a 03/08).

Foram pesquisados 29 estabelecimentos no município.

A ANP realiza o levantamento em outras seis cidades do município. Destas, Corumbá possui o maior valor médio do produto, sendo R$ 94. Em Campo Grande, o valor é R$ 68,94, em Coxim, o valor é R$ 84, Nova Andradina, R$ 73, em Ponta Porã, de R$ 69, Três Lagoas, de R$ 69,14.

Em praça, cadeirante e mulher mirradinha tocam na ferida dos outros com humor

Ser cadeirante num mundo ainda tomado pelo preconceito e falta de acessibilidade é difícil, ser mulher numa sociedade machista mais ainda. Mas esse conjunto dentro da realidade de moradores de rua é, para muitos, a imagem mais grosseira da civilização. Eles estão sempre sozinhos, mesmo assim o mundo não os deixa em paz, seguem marginalizados, agredidos, taxados como a “merda social”. Adjetivos que parecem grosseiros no primeiro instante, mas falam muito de quem está do outro lado da história olhando com crueldade a pobreza, fazendo o possível só para uma minoria, enquanto o restante vira a escória do mundo.

A descrição acima é um pequeno traço do que os 60 minutos do espetáculo “Dores do Mundo” trouxe ao público na última segunda-feira, na Praça dos Imigrantes. A peça que surgiu da pesquisa da atriz Tauanne Gazoso sobre o bufão, linguagem teatral que trabalha o riso em suas múltiplas facetas, como a ironia e o sarcasmo, trazem para o espetáculo um texto que, em alguns momentos, é um pouco cruel, a ponto de tocar na ferida da sociedade sem dó e conseguir mostrar o que temos feito com o mundo intencionalmente ou sem perceber.

Tauanne entrou em cena ao lado de Jorge de Barros Oliveira, ator cadeirante que pela primeira vez encarou o teatro de rua. Juntos fizeram críticas brincando sobre como o mundo olha para as minorias. “Conseguimos falar de coisas muito sérias e apontar as feridas da sociedade com uma linguagem teatral que desperta carinho e empatia, traz um carnaval para o corpo”, explica Tauanne.

O espetáculo trata-se de uma arte inclusiva, que questiona sobre o que se vê dos desagregados como moradores de rua e pessoas com deficiência. Mas também expõe com ironias a maneira como é mulher é julgada e silenciada, em casos de abuso e estupro.

Um tapete escuro, pouco mais de 20 latinhas amassadas e um saco preto são o cenário onde Jorge e Taunne narram a realidade de dois moradores de rua. Ele, um homem gordo, deficiente, negro. Ela uma mulher mirradinha, fragilizada, sem família. Juntos revelam uma força que alguns não enxergam, porque simplesmente as pessoas não param para pensar nas minorias.

As cenas falam da ascensão da fome, onde um jantar com pão seco divido para dois é a única fartura. O preconceito, falta de acessibilidade e falta de inclusão social também são narrados da perspectiva do cadeirante que perdeu duas rodas nos buracos que dominam ruas e calçadas, e ainda precisa lidar com as risadas de quem trata o deficiente com indiferença.

Para o ator Jorge contracenar com a própria realidade é um alento. “Não é comum atores e portadores de deficiência no contexto geral da sociedade. Eu fui ator convidado e não pensei duas vezes, é uma oportunidade, um desafio e uma provocação. Esse processo é físico e psicológico, mas acho que é superimportante e necessário”, comenta Jorge.
Na pele da moradora de rua, mirradinha, e suja pelo tempo nas ruas, Taunne narra as dificuldades de uma mulher marginalizada e abandonada pela vida, taxada de louca quando o agressor surge. “Não é fácil ser mulher vivendo nas ruas. Não posso dormir e acordar sem medo. Medo de ficar sozinha em outros homens. Eu contei tudo, mas ninguém me ouvia”, diz em cena ao contar o abuso sofrido nas ruas.

Dali em diante, olhares de adultos e crianças cruzaram com diálogos que narraram em tom bem-humorado a vida de senhores que matam por terra, destroem para fazer riqueza e geram pobreza. A crítica surge também contra a mídia que diz ser “um desastre natural” a avassaladora destruição da natureza. Apontam ainda as pessoas que colocam a culpa em Deus ou usam a fé como pretexto para desigualdade.

“Não somos grandes personagens das histórias, mas temos muitas histórias para sobreviver”, diz a mulher mirradinha.

Após uma série de ironias sobre realidades do mundo e a destreza da dupla em cena, o público ouviu manchetes que estampam jornais todos os dias, como “Cresce violência contra moradores de rua”, “Morador de rua é incendiado”, “Morador de rua é encontrado esfaqueado”.

Para Jorge, a peça mostra o quanto é necessário falar da realidade com alegria. “É uma provocação necessária, porque a arte também tem que ser questionadora e mostrar os problemas da vida”.

O espetáculo ainda não tem data prevista para ser apresentado novamente, mas os atores garantem que, em breve, estarão nas ruas novamente.

No 8º mês de gestação, Kristiane segue firme no pole dance para se sentir bem

Nos últimos meses, quem acompanhou a professora de pole dance Kristiane Coelho Corrêa Coelho no Instagram ficou surpreso com a sua disposição. Grávida de oito meses, ela não parou de praticar o pole dance, modalidade que pratica desde 2014.

Hoje, ela está prestes a entrar no nono mês de gestação e promete encarar, nos próximos dias, a barra pela última vez à espera da filha Olívia. “Já está na hora de parar, mas o que fiz até aqui foi totalmente maravilhoso para minha gravidez”, diz.

Logo que Kristiane descobriu a gestação, aos dois meses, procurou a ginecologista e explicou sobre o pole dance. “Falei que era atividade diária e que me fazia bem porque eu praticava há cinco anos. Apesar de ser uma atividade de risco eu sei o que estou fazendo e tenho toda segurança. É difícil eu cair da barra”.

Além de orientações médicas triviais para uma gestante, Kristiane passou a seguir algumas regras para garantir a segurança do bebê. “Eu garanti que não faria nenhuma coisa nova no pole dance, mas não deixaria de estar com as minhas alunas porque isso faria mal para minha cabeça e ela concordou porque gravidez não é doença”.

Ainda no início da gestação, a professora fez uma análise dos batimentos cardíacos que não poderiam passar de 140 bpm. “Então eu comecei a treinar com relógio contando os batimentos para em que momentos eu passaria de 140 bpm. Daí ao descobrir esses momentos eu parava e continuava. Outra questão que eu me preocupei foi com a relaxina, um hormônio produzido pelo corpo lúteo e pela placenta, que produz um amolecimento das articulações pélvicas e dá flexibilidade necessária para que o neném passe. E isso poderia ser prejudicado se eu fizesse muita força, então tive toda preocupação de fazer os exercícios com muitos cuidados”.

Com todos os cuidados, Kristiane não precisou parar o pole dance. Hoje, prestes a entrar no nono mês de gestação, ela só pratica uma vez por semana e pretende parar em breve. Mas antes de qualquer exercício, ela explica que é necessário vontade e alongamento. “Como todo exercício, né. Mas para uma grávida isso é ainda mais primordial, nunca podemos esquecer”.

Mas desde que a barriguinha começou a aparecer, não faltou gente parabenizando e, ao mesmo tempo, questionando Kristiane sobre como é possível subir na barra sem colocar em risco o bebê que ainda está na barriga. “Eu tive muito questionamento, mas eu sei totalmente o que estou fazendo e sei fazer pole melhor do subir um banquinho. Então não dei muito abertura para as críticas”.

Kristiane começou a fazer pole dance em São Paulo, por curiosidade, e depois passou a ser professora em Campo Grande. Nos últimos ela também trabalhou para romper com o estigma de que a modalidade é algo apenas para a sensualidade. “As pessoas ainda pensam muito que o pole é algo apenas sensual, que as pessoas que fazem estão quase sem roupa e isso é verdade, afinal, precisamos de pouca roupa porque é necessário o contato do corpo com a barra. Mas isso foi evoluindo e diminuindo o preconceito da pessoa por causa dos benefícios”.

Entre os benefícios da atividade está o condicionamento físico e o resgate da autoestima. “E é a autoestima em duas vertentes. A primeira é de superação numa atividade que muitas vezes você olha e acha que não é capaz. E a segunda é autoestima de se olhar no espelho e sentir uma mulher bonita e gostosa, sem vergonha do próprio corpo”, finaliza.

Pai e filha têm reencontro com a vida em mochilão pela Bolívia

Doze dias foi tempo suficiente para que pai e filha pudessem fortalecer laços e compartilhar confidências em uma viagem para lá de especial. O sociólogo e professor Teylor Fuchs, de 36 anos, e a filha Elis Fuchs Caldas, de 16, aproveitaram as férias de inverno para se aventurar em mochilão na Bolívia.

Teylor já tinha feito um trajeto semelhante em 2013, mas tudo foi novidade para Elis. “Quando fiz o mochilão pela primeira vez também saí por Corumbá, mas fui até Machu Picchu, no Peru, passei pelo Chile e voltei pelo Paraguai. Também tenho um filho 12, mas ela, principalmente, sempre se interessou por uma viagem assim. Desta vez, a viagem foi mais curta por causa do período reduzido das férias”, conta Teylor.

O planejamento durou três meses e a viagem 12 dias. “Saímos de Campo Grande com destino a Corumbá de ônibus. Lá em Corumbá encontramos alguns amigos fizemos a migração e entrada na Bolívia. A espera foi de cerca de duas horas em uma fila”, lembra o professor.

Foi um choque de cultura e muitas experiências para contar. Pai e filha iniciaram a trip por Puerto Quijarro que faz fronteira com Corumbá. Lá embarcaram em um trem com destino a Santa Cruz de La Sierra. Foram 18 horas de viagem até a cidade conhecida como o centro comercial da Bolívia.

“Nesse trajeto já foi uma experiência muito boa e um tempo para ficarmos juntos. Além da experiência, Elis conheceu muito da cultura. A cada parada muitas crianças subiam para vender comidas típicas. A magia da viagem começou aí”, lembra.

Os dois desembarcaram em Santa Cruz em um dos dias mais frios da viagem. O relógio marcava 8h e os termômetros 3°C. “Nós tínhamos um hotel pré-reservado, mas acabamos ficando em um mais próximo e mais em conta”, conta.

Todo o planejamento foi calculado em cima de gastos mínimos, o que provocou uma imersão cultural: nada de fast food. O dia em Santa Cruz se resumiu a bater perna pelo Centro histórico, praças e museus.

Terreiros dão espaço à voz feminina na luta contra violência contra a mulher

A voz feminina nas religiões de matriz africana ganha mais espaço na luta por direitos com o projeto “Mulheres de Terreiro”, uma iniciativa do Coletivo de Mulheres Negras de Mato Grosso do Sul e da Subsecretaria de Segurança Pública para Mulheres. A ideia é levar informação às casas de reza, terreiros, ilês e barracões, dando instrumentos para esses espaços de transformação social sejam capazes de orientar e agir em prol das vítimas de violência doméstica.

A agenda do “Mulheres de Terreiro” ainda não está completa, mas a medida em que o projeto é divulgado, casas de reza como a “Ilê Asè Ogun a Tii Osún” no Bairro Estrela Dalva II, abrem as portas para a apresentação de propostas e discussão de temas. Nesta última terça-feira (16), a pauta foi a Lei Maria da Penha e o Ciclo de violência doméstica e familiar.

O projeto surgiu para atender a população de mulheres de forma igualitária, sejam elas negras, lésbicas, bissexuais, travestis ou transsexuais. Segundo a técnica de projetos da subsecretaria de políticas públicas para mulheres, Miriam Pereira, a necessidade veio das especificidades as matrizes, que além de não ser um segmento privilegiado também precisa lidar com a discriminação religiosa.

Na periferia os casos de violência doméstica são muitos, os casos de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero também. Os casos de racismo também são muitos. O que acontece é que a mulher que passou por determinada situação, que apanhou do marido, vem pedir ajuda no terreiro. Aquela pessoa que é LGBT, não importa se lésbica, ou bissexual, o pai ou a mãe toca de casa por não aceitação da orientação sexual e quem abraça é o terreiro. A pessoa que sofre racismo também. O que acontece com essas casas, não sabem para onde mandar, não sabem orientar, não têm a orientação correta do que pode ser feito e é esse o trabalho que nós fazemos”, explica Miriam.

Co-fundadora do Coletivo de Mulheres Negras de Mato Grosso do Sul e Subsecretária de políticas públicas para promoção de igualdade social, Ana José Alves também acompanha as reuniões do projeto. Ao Lado B, ela reafirma a importância do papel de transformação social nas questões que foram colocadas por Miriam. “Você transforma de que maneira, prevenção, informação, a gente vem trazendo para que diminuam todas as formas de violência e violações aos direitos. O nosso papel principal é compartilhar a informação”.

Filha de santo, Jaide Damião, faz parte do Terreiro de Umbanda Tupinambá no Nova Bahia. Para ela, termos apresentados como a alienação parental, feminicídio e ciclo da violência doméstica já são conhecidos, mas ela acredita que projeto possa melhorar a comunicação dentro da comunidade. “Nós lidamos com pessoas simples que muitas vezes não têm conhecimento, ou da situação que ela mesma passa ou que possa ter um parente, um vizinho ou amigo que venha passando. Até para dar mais orientações de para onde encaminhar essa pessoa”.

Participando pela primeira vez, Marta Gonzales é da casa de reza “Ilê Asè Ogun a Tii Osún”, para ela a reunião serviu principalmente para esclarecer os direitos garantidos por lei a que poucos têm acesso.

Responsável por organizar a agenda das reuniões, Mari Deleon explica que para participar do projeto o único requisito é fazer parte de uma religião de matriz africana. ”O nosso foco são as mulheres, então trabalhamos diretamente com as mães de santo e ela indica uma suplente. A ideia é formar um conselho para a tomada de decisões”.

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