Decreto presidencial oficializa Padre Theodor Amstad como patrono do Cooperativismo Brasileiro 

Padre suíço que viveu no Brasil entre 1885 e 1938 fundou a primeira cooperativa no Brasil, atualmente chamada de Sicredi Pioneira RS

Assinado pela presidência da República e publicado nesta segunda-feira, 9 de dezembro, no Diário Oficial da União, o documento oficializa Padre Theodor Amstad como patrono do Cooperativismo Brasileiro. O reconhecimento é uma homenagem ao trabalho realizado pelo padre suíço, que fundou a primeira cooperativa de crédito da América Latina, em 1902, na cidade de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, e que atualmente é a Sicredi Pioneira RS, uma das 111 cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi.

Padre Theodor Amstad teve um papel importante na construção do cooperativismo no Brasil. Hoje, esse modelo de sistema colaborativo para produção e distribuição de riquezas se perpetua em áreas como da educação, saúde, agricultura, turismo, construção civil, terceiro setor e na de finanças, como o Sicredi, um dos maiores sistemas de cooperativismo de crédito do país, que reúne mais de 4 milhões de associados espalhados por 22 estados brasileiros e Distrito Federal.

Amstad nasceu em 9 de novembro de 1851, em Beckenried, na Suíça, e chegou ao Brasil em 1885, período de grande imigração europeia no país. O padre se estabeleceu na região de Nova Petrópolis, há cerca de 100 km da capital Porto Alegre, e logo começou a prestar assistência econômica, social e cultural aos colonos alemães e italianos que viviam na região.

Sempre comprometido com o desenvolvimento social e econômico das comunidades locais, que na época viviam basicamente da produção agrícola, Theodor criou a Bauernkasse, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, na comunidade de Linha Imperial em Nova Petrópolis, cidade que desde 2010 leva o título de Capital Nacional do Cooperativismo.

Bauernkasse seguiu o modelo “Raiffeisen”, surgido na Alemanha, em 1862, voltado aos agricultores mais pobres, que não tinham garantias a oferecer, mas que precisavam de recursos para desenvolverem suas produções. Esse modelo se espalhou pela Itália, França, Holanda, Áustria e Inglaterra e, no Brasil.

Segundo Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu), o pioneirismo do padre Theodor Amstad deu origem a um modelo de negócio que hoje está presente em aproximadamente metade dos municípios brasileiros.

“Graças a sua luta e visão de mundo mais justo e igualitário, hoje temos milhões de brasileiros em cooperativas de crédito que desenvolvem trabalhos de suma importância econômica e social. A história do Sicredi tem ligação direta com a trajetória de Theodor Amstad, foi ele quem nos ensinou a caminhar nos fez andar e nos deu a inspiração para continuarmos disseminando a cooperação entre as pessoas”, comenta Dasenbrock, que também destaca a importância dos programas Crescer e Pertencer, realizados pelo Sicredi com o objetivo de promover formação cooperativa para associados, colaboradores e comunidade em geral.

De acordo com o Banco Central, no Brasil já são mais de 10 milhões de associados ao Cooperativismo de Crédito e mais de 3,9 milhões deste total entraram para o segmento nos últimos cinco anos. “Em muitos municípios, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes, o que contribui para a inclusão financeira e o desenvolvimento local das comunidades”, explica Dasenbrock.

Amstad morreu no dia 7 de novembro de 1938, na cidade de São Leopoldo (RS). O padre também ficou conhecido por percorrer mais de 100 mil quilômetros montado em uma mula para levar seu conhecimento e apoio às comunidades do interior do Rio Grande do Sul. Sua história é preservada fisicamente na comunidade Linha Imperial em Nova Petrópolis, onde fica o Memorial Padre Amstad. Cerca de três mil visitantes passam anualmente pelo local para conhecer um pouco mais da história do patrono do cooperativismo brasileiro.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Em novo livro, Monja Coen compartilha suas memórias de uma vida de intensa transformação

Em O que aprendi com o silêncio, a religiosa compartilha com o leitor detalhes de sua trajetória

“Trata-se de uma reconstrução do passado vivido. Com a inteligência, o repertório, a lucidez e os afetos do presente. (…) Nas páginas que seguem, a vida da Monja. Como se não bastasse, contada por ela mesma. Num exercício de desnudamento intelectual e afetivo que faz lembrar Montagne. Pelo estilo, despojamento e coragem para falar de si. Do que mais importa. Da própria fragilidade.” – Clóvis de Barros Filho no prefácio

“Aqui deixo alguns instantes de minha memória. Como um punhado de folhas em uma grande floresta.”

 Aos 72 anos, Monja Coen é uma das principais referências nacionais do budismo. Seguida por uma multidão de pessoas, de diferentes crenças e classes sociais, que a acompanham no canal MOVA do YouTube, com mais de 1 milhão de inscritos, em suas palestras pelo Brasil todo, na rádio e em livros que escreve, ela compartilha ensinamentos de paz, autoconfiança e transformação. A cabeça raspada, a túnica no corpo e um sorriso doce e sereno no rosto são as características mais marcantes da Monja Coen que todos conhecem. Sua trajetória é marcada por intensa transformação física e espiritual e em O que aprendi com o silêncio – uma autobiografia, que chega às lojas pela Editora Planeta, ela compartilha com o leitor memórias de alguns dos momentos mais marcantes de sua história, além de reflexões resultantes de uma vida há quase 45 anos no Caminho Zen.

Cláudia Dias Baptista de Souza, seu nome de batismo, nasceu em São Paulo no ano de 1947 rodeada de livros e música em uma família católica. Casou-se aos 14 anos e teve uma gravidez e um divórcio aos 17. Sua história é marcada por diversos trabalhos: foi repórter do extinto Jornal da Tarde, fez alguns bicos em Londres, na Inglaterra, e em Los Angeles, nos EUA, onde se encantou com o zen budismo, fez o voto monástico e adotou o nome “Coen”, que significa “um só círculo” em japonês. Depois, viajou para o Japão para se aperfeiçoar na filosofia, onde acabou vivendo por oito anos. Regressou à cidade natal em 1995 casada com o monge japonês Shozan Murayama. No ano seguinte, foi eleita presidenta da Federação das Seitas Budistas do Brasil, com mandato de um ano, tendo sido a primeira vez que uma monja de origem não japonesa ocupou a posição. Monja Coen separou-se em 2001 e, no mesmo ano, fundou a própria comunidade, a Zendo Brasil, com sede no bairro do Pacaembu em São Paulo.

Sem o objetivo de compor uma autobiografia propriamente dita, Monja Coen compartilha com o leitor detalhes de sua conversão ao zen budismo, de sua trajetória monástica, além de toda transformação que viveu aprendendo a silenciar a mente. A autora também apresenta o que ela chama de “retalhos da memória”, contando ao leitor alguns episódios que evolvem sua infância, seus pais e avós, sua carreira de jornalista durante o período de Ditadura Militar, abuso sexual, voto de castidade, drogas e suicídio.

“Fragmentos que o silenciar da mente deixou vir à su­perfície a dançar com imagens, música, sons, palavras. Aprendi muito com o silêncio. Ensinou-me a ouvir dentro e fora de mim mesma. Ensina-me a quietude viva e excitante de jamais repetir um instante. Silenciar a mente incessante e luminosa não é calar ape­nas. É encontrar um estado de tranquilidade onde som e silêncio se mesclam.”

SOBRE A AUTORA: Monja Coen é a primaz fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, criada em 2001, com sede no bairro do Pacaembu, em São Paulo. Teve seu primeiro contato com o Zen-Budismo no Zen Center de Los Angeles, onde fez os votos monásticos em 1983. Residiu por oito anos no Mosteiro Feminino de Nagoya, no Japão, onde graduou-se como monja especial, habilitada a ministrar aulas de Budismo para monges e leigos. Sob a orientação de Shundô Aoyama Dôchô Rôshi, sua mestra de treinamento, foi a primeira monja líder do mosteiro. Retornou ao Brasil em 1995, como missionária da tradição Sôtô Zenshû, servindo o Templo Busshinji, no bairro da Liberdade, em São Paulo, durante seis anos. Em sua comunidade, que sedia o Templo Taikozan Tenzui Zenji, mantém atividades regulares, como cursos, liturgias, retiros e palestras, além da realização de casamentos, cerimônias fúnebres e memoriais, bênçãos de locais e de crianças. É constantemente convidada a dar palestras em empresas e instituições de ensino em várias localidades do país. É autora dos best-sellers Zen para distraídosA sabedoria da transformação e Aprenda a viver o agora.

FICHA TÉCNICA
Título: O que aprendi com o silêncio – uma autobiografia
Autora: Monja Coen
Páginas: 232
Preço: R$44,90
Selo Academia
Editora Planeta

Prefeito de Rio Brilhante nomeia servidor que foi preso em cargo de confiança

O prefeito Donato Lopes da Silva, no dia 27 de novembro, através do Decreto número 27.940, nomeou em um cargo de confiança de superintendente de habitação do município o servidor público Antonio Carlos dos Santos Souza, conhecido como Chapinha, que foi preso na operação Depuração e Carta Marcada, do Ministério Público como suspeito de praticar crimes contra administração pública, onde, supostamente, com a conivência e conluios de alguns empresários da cidade e região, falsificavam orçamentos para fraudar compras diretas da prefeitura de Rio Brilhante, e as investigações estão em andamento no Ministério Público.

Chapinha, como reconhecido quando foi preso no dia 12 de junho deste ano, quando ocupava o cargo de gerente de compras da prefeitura de Rio Brilhante. A prisão foi decorrente da Operação Depuração e Carta Marcada, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público para desmantelar suposto esquema envolvendo fraude em licitações e compras diretas na Prefeitura de Rio Brilhante.

Na época o prefeito Donato afastou Antonio Carlos o seu cargo de gerente de compras, e mandou instaurar uma sindicância administrativa para apurar os fatos porém até o presente momento não se tem conhecimento de qual foi o resultado dessa sindicância e se houve ou não punição ao referido servidor.

Nos meios políticos, na sociedade e principalmente entre os servidores públicos do município, todos acham muito estranho o fato de que um servidor envolvido em acusações tão graves possa ter sido nomeado em um cargo de grande importância na administração pública municipal e não conseguem entender as razões que levar o prefeito a fazer tal nomeação, e acham muito estranha tal nomeação, pois a lógica indica que um funcionário sobre o qual pesam acusações tão graves não deve exercer cargo de confiança em uma administração.

Antônio Carlos trabalhou intensamente na campanha que elegeu o prefeito Donato Lopes, e era presidente da JPSDB, o partido do prefeito, e já foi também candidato a vereador pelo PSDB, com uma pífia votação.

 

Polícia Civil mira fraude em licitação no interior e prende um empresário em Dourados

 

 

 

Com 30 anos de existência Lar Ebenezer de Dourados que atendia apenas meninas amplia atendimento para acolher meninos

Com 30 anos de atuação em Dourados o Lar Ebenezer Hilda Maria Correa que já acolhia meninas com direitos violados ou ameaçados a partir de agora passará a atender também os meninos.

Enquanto o público feminino continuará na casa já existente na Chácara Trevo, os meninos serão abrigados na Sitióca Campina Verde.

Conforme informações do advogado Adalto Veronesi, presidente da entidade, no dia 15 de outubro o juiz da Vara da Infância e Adolescência homologou um acordo que prevê o reordenamento do Serviço de Acolhimento em Dourados.

Pelo acordo, desde o dia 15 de novembro o Lar Ebenezer passou a acolher as adolescentes do extinto Lar Renascer e desde seis de dezembro recebeu os meninos que eram acolhidos no Instituto Agrícola do Menor (IAME)

Veronesi afirmou que na casa da Chácara Trevo ficarão as crianças e adolescentes do sexo feminino com idade entre oito e 17 anos e 11 meses enquanto na casa localizada no bairro Campina Verde serão abrigados apenas os meninos desta mesma faixa etária.

O Lar Ebenezer é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos que se dedica, desde 1988, a acolher e garantir proteção integral as crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional, ou seja, menores de 18 anos com seus direitos violados ou ameaçados.

“Nosso compromisso e responsabilidade é de oferecer qualidade de vida, valorização individual nos aspectos éticos e sociais, auxiliar cada um na construção de seu projeto de vida, bem como viabilizar seu retorno ao grupo familiar ou a colocação em família substituta, quando esgotadas todas as possibilidades”, ressaltou o presidente.

Adalto Veronesi disse que a casa 1 feminina conta com equipe técnica formada pela Psicóloga Camila Ferreira e a Assistente Social Kelly Moreno enquanto na casa 2 masculina trabalham as profissionais Michelle Paurosi que atua como Psicóloga e a Assistente Social Viviane Lobo. Na coordenação geral das duas casas está a Contabilista Giselle Ferreira da Silva Tosta e claro as cuidadoras e auxiliares de cuidadoras pelo período de 24 horas.

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