Planejamento do Censo demográfico 2020 é apresentado para a prefeita Délia Razuk

Na manhã desta terça-feira (10), profissionais que atuam no Censo demográfico 2020 apresentaram à prefeita Délia Razuk o planejamento do trabalho em Dourados. O levantamento demográfico acontecerá simultaneamente em todo o país, entre os meses de agosto e novembro do próximo ano.

O coordenador de área do Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), Fabiano Iorio, disse que em Dourados as atividades envolverão mais de 200 pessoas. Para isso, haverá processos seletivos para mão-de-obra no Censo que serão divulgados pelo IBGE.

“Serão vagas para agentes censitários, supervisor e outras com salários que chegam a R$ 3mil”, disse.

O chefe da agência do IBGE em Dourados, Leandro Cabral dos Santos, disse que toda extensão do município será avaliada no Censo, com levantamentos sobre população, residências, características sobre educação e trabalho, entre outras.

A prefeita Délia Razuk destacou a importância do levantamento, que ocorre a cada dez anos em todo o país e serve como base para diversas análises, empreendimentos, ações de gestão e também para repasses oficiais de recursos, como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Ela ressaltou ainda sobre as oportunidades de trabalho que serão geradas durante as ações e disse que o município apoiará o Censo, conforme possibilidades.

O encontro foi acompanhado também pelo secretário de Governo, Celso Schuch e a assessora Sandra Lima. Representantes do IBGE também devem ter agenda em breve com o secretário de Desenvolvimento, Claudio Gaiofato, para outros encaminhamentos.

Dourados tem hoje uma população estimada em 221 mil habitantes, conforme a mais recente atualização publicada pelo IBGE. No ano passado o levantamento apontava 218 mil habitantes, mantendo Dourados como o segundo mais populoso município de Mato Grosso do Sul e o 136º do país.

Indústrias da Coamo em Dourados começam a operar em novembro

Está previsto para a primeira semana de novembro o início definitivo do funcionamento das duas fábricas da Coamo em Dourados. As obras de implantação do complexo industrial estão em fase de conclusão, conforme informaram diretores da empresa em visita à prefeita Délia Razuk na manhã desta terça-feira (10/09).

O vice-presidente da Cooperativa, agrônomo Claudio Rizatto, o superintendente industrial Divaldo Corrêa e o gerente de indústria Emerson Mansano visitaram a prefeita para agradecer os incentivos e apoio do Município para a implantação das fábricas em Dourados e convidá-la a uma visita nas futuras instalações da Cooperativa.

As fábricas estão sendo construídas à margem direita da BR-163, no trecho entre Dourados e Caarapó. A Coamo está investindo R$ 750 milhões nas duas plantas em Dourados para processamento de soja e refino de óleo de soja.

A prefeita Délia Razuk agradeceu mais uma vez por Dourados ter sido escolhida pela Coamo e disse que o empreendimento traz orgulho e expectativa de mais desenvolvimento não só para o município como também para toda a região.

Sanesul investe R$ 241 milhões em obras de saneamento para Dourados

Em Dourados, o Governo do Estado, por meio da Sanesul no período de 2015 a 2019, investe cerca de R$ 241.5 milhões de reais, beneficiando milhares de famílias com água tratada de qualidade e com a coleta e tratamento de esgoto. Nas obras já concluídas foram investidos cerca de R$ 72,8 milhões.

Atualmente, o município passa por um momento importante, que irá transformar o sistema de saneamento e trará avanços significativos na cobertura de esgotamento sanitário. Estamos com a execução de varias  obras que somam mais de R$ 109 milhões.

Entre elas, no Sistema de Esgotamento Sanitário, a Construção da ETE Ipê de capacidade de tratar 100 litros por segundo, 312 km rede coletora de esgoto, 15.600 ligações domiciliares de esgoto, laboratório, linha recalque, estações elevatórias, interceptor e demais obras complementares.

E no Sistema de Abastecimento de Água, temos a perfuração e ativação de um poço tubular profundo, construção de dois reservatórios, elevatória de água, novas redes de distribuição e 5.000 ligações domiciliares de água, entre outras obras complementares.

Quanto aos investimentos para as obras que serão executadas, num cronograma já programado pela Sanesul (em contratação/licitação ou a licitar), são R$ 58 milhões. Algumas são de Ampliação da capacidade da ETE Ipê, ampliação ETE Laranja Doce, mais redes coletora de esgoto e ligações domiciliares, interceptor, elevatórias de esgoto, e demais obras complementares.

Os desafios são muitos e diários dentro do setor tão complexo de saneamento. Mas, o principal é a universalização do esgotamento sanitário. A expectativa é que em 2022 a cobertura de esgoto em Dourados chegue aos 91%.

A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), possui um Plano de Investimento para cada município operado (são 68 municípios e 60 distritos). Nos últimos quatro anos são mais de R$ 1 bilhão de reais. Desse valor, cerca de R$ 707,8 milhões são recursos próprios da Sanesul, o restante é proveniente do Governo Federal e outros convênios, integralmente aplicados nos sistemas de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário. A empresa produz (capta, trata e distribui) bilhões de litros de água por mês, possui 13 Estações de Tratamento de Água (ETA), 405 poços e 388 reservatórios.

Nos últimos 40 anos, a Sanesul conseguiu vencer o desafio de fornecer água potável para milhares de sul-mato-grossenses. Para alcançar essa meta, foram anos investindo pesado no setor e realização de obras de grande porte nas cidades.

A empresa buscou profissionais capacitados em construir projetos de captação e distribuição de água, buscou recursos financeiros com o governo Federal, investiu recursos próprios em todas as obras, fechou contratos com empresas, construiu planos de saneamento junto com prefeituras, criou e discutiu planos de investimento com autoridades. Mas, o mais importante, convenceu a população sobre os benefícios do saneamento para a qualidade de vida e saúde pública.

Agora a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul concentra seus esforços para outro grande desafio, talvez o maior até hoje. A Sanesul e o Governo do Estado de MS querem universalizar a coleta e tratamento de esgoto para seus clientes. E juntos, já estão trabalhando para isso.

Projeto de Marçal exige notificação de casos de automutilação e suicídio

Para reforçar a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, o deputado estadual Marçal Filho (PSDB) apresentou nesta terça-feira (03) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Projeto de Lei sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos de ensino e de saúde notificarem às autoridades públicas competentes sobre a prática de violência autoprovocada, automutilação e tentativa de suicídio. O Estado é o terceiro no ranking nacional em casos de suicídio.

Na quinta e sexta-feira da semana passada, o deputado participou de seminário na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), que promoveu um amplo debate sobre o assunto e contou com a presença da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. Nesta terça, Marçal Filho partilhou informações do evento com os demais deputados e apresentou dados alarmantes de que a cada 45 minutos uma pessoa comete suicídio no Brasil e o público que mais tira a própria vida são jovens entre 15 a 29 anos.

Ainda não há estimativas sobre os riscos provocados por essas violências, mas a partir de dados computados, o Governo Federal tem procurado mapear a situação atual do problema e, em conjunto com os Ministérios da Educação e da Saúde, organizar ações e políticas públicas voltadas à prevenção. Nesse sentido, o projeto apresentado por Marçal Filho tem como objetivo obrigar os estabelecimentos de ensino e de saúde, sejam públicos ou privados, no dever de notificar as autoridades públicas competentes os casos suspeitos ou confirmados de violência autoprovocada, o ato de automutilação, com ou sem ideação suicida, e a tentativa de suicídio, a que tomem conhecimento.

Conforme o Projeto de Lei, as notificações devem ser feitas de forma sigilosa e no caso dos estabelecimentos de saúde, como hospitais públicos e privados, a notificação deverá ser realizada às autoridades sanitárias. Já as escolas deverão enviar registros aos conselhos tutelares.

Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental e Combate à Depressão e ao Suicídio, lançada recentemente na Assembleia, Marçal Filho diz que é necessário cada vez mais ampliar as redes de atendimento de problemas relacionados à saúde mental, que tem crescido a cada ano. “É preciso que se tenha a conscientização de que o atendimento psicológico ou psiquiátrico não é um luxo, muito menos frescura”, diz o deputado.

Marçal Filho também tem defendido a presença de psicólogos e de assistentes sociais nas escolas. Ele já promoveu audiência pública na Assembleia com a presença de profissionais sobre o assunto e diz que continuará com ações que possam sensibilizar o poder público e privado a investir cada vez mais em ações que promovam a saúde mental.

Vidros coloridos levam fluidez e personalidade ao ambiente

Proprietária da loja Toque Final explica como utilizar o elemento clássico na decoração

Vidros e cristais acompanham a humanidade antes de grande parte das tendências que conhecemos. Com o passar do tempo e de influências multiculturais, o material ganha mais formas de uso, sempre trazendo leveza e fluidez. Esses elementos também podem adicionar cor e personalidade ao espaço.

A proprietária da loja Toque Final Decor, localizada no ABC Paulista, Valéria Redivo Jordão fala a respeito da simbologia. “Como recebemos cada vez mais informações de todos os lados, um pouco de transparência sempre faz bem. O vidro é simples, com poucos elementos já criam um cenário marcante, realçando a composição de modo clean e minimalista “, explica a empresária.

Sobre como aplicar, Valéria pontua, “O charme está também em inovar seu uso a partir de cores, formatos e padrões. A tendência se encaixa em qualquer estilo, então você precisa encontrar as peças que levam as sensações que você procura, além de trabalhar com os tons e com o dégradé para criar uma atmosfera única”.

Um dos usos mais antigos e sofisticados são os Muranos. Criados na Itália durante o século XIII, são até hoje soprados artesanalmente, por isso, todos têm um formato singular. “Vasos, centros e até lustres nesse material conseguem tanta notoriedade que colecionadores rodam o mundo atrás de itens exclusivos e elaborados a partir dessa técnica”, relata a empresária.

Contudo, Valéria conta que apesar de ser um dos maiores clássicos da decoração, é sempre possível atualizar.” Existe um universo enorme de formas de inserir esses objetos na composição, sendo assim, é importante não ter medo de apostar em cores e desenhos diferentes para ser o destaque do seu ambiente”, encerra a proprietária da Toque Final Decor.

Escolarizados começam deixar Bolsonaro

A nova pesquisa Datafolha traz indícios de que a erosão na avaliação do governo Jair Bolsonaro acelerou em estratos do eleitorado que o apoiaram durante a campanha.

 

 

Entre os eleitores mais escolarizados, com ensino superior, o índice dos que classificam a gestão do presidente como ruim ou péssima mudou de patamar pela primeira vez. Em abril, este grupo totalizava 35%. Depois, em julho, oscilou irrisoriamente para 36%. Neste levantamento, porém, chegou à marca de 43%, conforme resumiu o site Diário do Centro do Mundo.

Às vésperas do segundo turno, de acordo com o Datafolha, 55% dos eleitores com ensino superior declararam intenção de voto em Bolsonaro, enquanto outros 34% diziam preferir Haddad.

Os números que ilustram a frustração com o governo oscilaram negativamente no Sul, um reduto do bolsonarismo. Os que diziam que o presidente vem fazendo mais do que eles esperam saíram de 14% para 12%, em comparação com a pesquisa anterior. Os que dizem que ele fez menos do que o projetado passaram de 51% para 55%.

Reprovação

Segundo dados do jornal Folha de S. Paulo, na primeira pesquisa Datafolha para avaliar seu desempenho Bolsonaro colheu números relativamente modestos. No início de abril, 30% dos brasileiros consideravam o governo ruim ou péssimo, fatia semelhante à daqueles que o estimavam como regular e como ótimo ou bom.

Tratava-se, para o período, da pior avaliação de um presidente eleito em início de mandato desde a redemocratização do país.

A seguir, após o sexto mês, o instituto captou uma ligeira piora dos números da popularidade de Bolsonaro. Os que consideravam o governo ruim ou péssimo passaram a 33%, e os que o viam como regular caíram de 33% para 31%.

O que poderia ter sido uma oscilação ocasional na margem de erro revelou-se, no mais recente levantamento do instituto, como um ponto numa curva de deterioração.

A taxa de reprovação subiu ao final de agosto para 38%, num avanço significativo. A parcela mais inclinada a apoiar o presidente, não desprezível, está em 29%, ante 33% apurados no início de julho.

Elogios a Wagner Moura por filme sobre heróis cubanos

O ator, representante brasileiro no estelar elenco de celebridades latinas de “Wasp Network”, um dos 21 concorrentes ao Leão de Ouro de 2019, relembrou a força poética das lutas revolucionárias de seu continente ao falar sobre o (eletrizante) filme de Olivier Assayas ao 76º Festival de Veneza.

 

Wagner Moura no Festival de Veneza. O ator está no elogiado filme de Olivier Assayas, 'Wasp Network' — Foto: Vittorio Zunino Celotto/Getty ImagesWagner Moura no Festival de Veneza. O ator está no elogiado filme de Olivier Assayas, ‘Wasp Network’ — Foto: Vittorio Zunino Celotto/Getty Images

Ao lado dele na tela, estão a espanhola Penélope Cruz, o mexicano Gael García Bernal, o argentino Leonardo Sbaraglia e o venezuelano Edgar Ramírez. A produção do filme tem a assinatura de outro brasileiro: o carioca Rodrigo Teixeira e sua RT Features. A informação é do Gshow.

A trama é inspirada pelo livro “Os últimos soldados da Guerra Fria”, do escritor mineiro Fernando Morais, e fala sobre um grupo de agentes cubanos nos EUA. Por isso, a imprensa estrangeira que bate ponto no evento italiano fez paralelos entre o filme e “Marighella”, um thriller político ainda inédito que Wagner dirigiu. Para esta produção da Globo Filmes, ele escalou Seu Jorge para viver o poeta e guerrilheiro Carlos Marighella.

“Cuba foi a referência para as revoluções sul-americanas dos anos 60 e 70, e Marighella fez parte desse movimento. Cuba e o Vietnã foram nossas inspirações. Mas preciso admitir que, ao dirigir ‘Marighella’, o Assayas foi uma inspiração para mim. Há um projeto dele para a TV, ‘Carlos’, com o meu colega aqui, Edgar Ramírez, do qual chupei uma cena descaradamente. Devo admitir”, disse Wagner ao Gshow.

História real

Alvo de uma recente homenagem no Sanfic, o Festival de Santiago, no Chile, o intérprete do polêmico Capitão Nascimento (de “Tropa de Elite”) foi elogiado nas conversas entre os críticos de Veneza por seu desempenho em “Wasp Network”. No Brasil, o filme abrirá a 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que ocorre de 17 a 30 de outubro.

Rodado em Cuba e nas Ilhas Canárias, o longa narra a história real de agentes cubanos em solo americano e revela os tentáculos de uma rede terrorista na Flórida com ramificações na América Central e com o consentimento do governo dos EUA. Nos anos 1990, quando grupos terroristas realizaram ataques em Cuba, o governo cubano enviou agentes que se infiltraram nessas organizações.

“Fernando Morais ficou cerca de dois anos em Cuba entrevistando os envolvidos nessa operação”, disse Rodrigo Teixeira, que concorre ao Leão de Veneza também com “Ad Astra”, sci-fi com Brad Pitt.

“O Fernando me procurou há uns oito anos com essa história, mas, na época, eu não tinha meios de realizá-la, o que mudou quando o Charles Gilbert, produtor do Assayas, aproximou a gente, pedindo um projeto para ele”, revelou.

Fernando Morais

Ganhador do prêmio de melhor diretor em Cannes, na França, em 2016, com o “Personal Shopper”, Assayas é hoje um dos mais políticos diretores da Europa, com boa aceitação de público e crítica dentro e fora de sua terra natal, França.

Todo o respeito de que desfruta parece ter se ampliado pela boa acolhida a “Wasp Network”, no qual ele funde imagens de arquivo com situações dos anos 1990 recriadas na Havana dos dias atuais, tudo isso com uma fina ironia. A narrativa parece um almanaque, explorando com tensão e humor detalhes dos planos mirabolantes dessa esquadra desarmada de “007s” de Cuba. “Muito do que criamos veio do livro de Fernando, mesmo não tendo usado a narrativa dele”, disse Assayas.

“O Rodrigo Teixeira me oferece, com a chance de poder adaptar esse livro do Fernando Morais, a possibilidade de fazer um tipo de thriller que os americanos não seriam capazes de fazer nunca”, disse ele, que continuou:

“Tem muito cineasta interessante lá nos EUA, como por exemplo, a diretora Kelly Reichardt (conhecida no Brasil por ‘Movimentos noturnos’), cujo trabalho é muito interessante. E você tem mestres como Martin Scorsese, que pode fazer um filme atrás do outro, e um mais impressionante do que o outro, pela grife que é. Mas existe lá a convenção do espetáculo”.

Bolsonaro está desmontando o Brasil, diz Luciana Santos

A vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que está na caravana em defesa da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Nordeste, disse na Paraíba que o ato realizado naquele estado protestou contra o desmonte operado por Jair Bolsonaro.

 

 

A caravana chegou ao estado neste domingo (1º). Ao lado do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad seguiu pelas ruas do município de Monteiro, no Sertão paraibano, em carro aberto. A informação é do JC online.

Luciana, no ato, saudou Haddad, segundo ela o “símbolo da nossa bandeira, do nosso projeto eleitoral que levou o Brasil ao segundo turno e teve 47 milhões de votos”. “E nós vamos manter acesa a chama do projeto que ele representa, que é o legado do maior presidente que o Brasil já teve, Luiz Inácio Lula da Silva”, disse.

Luciana lembrou que, na última sexta-feira (30), a ex-candidata a vice-presidência de Fernando Haddad, Manuela D’Ávila (PCdoB), entregou à Polícia Federal o seu celular que também foi hackeado, e afirmou que o conteúdo publicado pelo site The Intercept, intitulado ‘Vaza Jato’ corrobora que a prisão de Lula é uma prisão política.

Além de Luciana, acompanham a caravana a presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, deputada federal Gleisi Hoffman, o senador Humberto Costa (PT) e os deputados federais João Campos (PSB) e Carlos Veras (PT).

Desprezo pelo Nordeste

Haddad falou rapidamente com a imprensa e criticou Bolsonaro e cobrou a retomada das obras de transposição do Rio São Francisco. “A transposição é a obra mais importante para a segurança hídrica do Nordeste. Se a gente mantiver um canal sem água, vai se deteriorar, tem que manter a água passando constantemente para manter o canal em ordem e não deteriorar, se não vai ter que fazer de novo e gastar dobrado. É um absurdo o que está acontecendo aqui”, classificou.

Ele disse também que Bolsonaro demonstra desprezo pelo povo no Nordeste. “Só porque o povo tinha uma outra opinião sobre a eleição ele resolveu marcar a região, como se fosse uma região que tem que ajoelhar para receber o que é de direito”, afirmou.

Candidato peronista argentino diz que país está em default virtual

Alberto Fernández, o candidato da coalizão peronista que lidera amplamente a disputa à eleição presidencial de outubro na Argentina, disse que o novo plano do governo para reestruturar sua dívida de curto prazo mostra que o país está praticamente insolvente, já que uma crise de confiança acabou com a demanda do setor privado por bônus da dívida do governo.

 

 

“Agora, não há ninguém assumindo a dívida argentina, ou ninguém que possa pagá-la”, disse. “A Argentina está em um default virtual e oculto”, disse ele à Dow Jones Newswires, em matéria reproduzida pelo jornal Valor Econômico.

O governo do presidente Mauricio Macri estendeu unilateralmente o vencimento de todos os títulos de curto prazo e anunciou que quer reestruturar sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), depois que o Tesouro do país não conseguiu rolar as obrigações com o setor privado.

Os mercados reagiram negativamente, e a agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou a dívida da Argentina para default seletivo na quinta-feira. “Isso afetou imensamente a dinâmica da dívida em meio a uma taxa de câmbio em desvalorização, a aceleração provável da inflação e o aprofundamento da recessão econômica”, apontou a S&P em nota.

Depois foi a vez da Fitch cortar o rating dos títulos da dívida soberana argentina de longo prazo em moeda estrangeira e local de “RD” (default restrito). Também a Moody’s rebaixou a nota de crédito sobre os títulos de longo prazo em moeda estrangeira e local do país sul-americano de “B2” para “Caa2” e manteve o rating sob revisão para possível novo rebaixamento.

O FMI, que aprovou um pacote de socorro de US$ 57 bilhões para a Argentina em 2018, informou na quarta-feira que estava avaliando as medidas.

Orçamento equilibrado 

Em sua primeira entrevista a um meio de comunicação estrangeiro antes da eleição, Fernández disse que não estava disposto a apoiar as medidas de emergência do governo Macri destinadas a conter a crescente volatilidade. “O mercado agora sabe para onde eles estão indo”, afirmou ele no quartel-general de sua campanha, referindo-se aos esforços do governo para reestruturar a dívida de curto prazo.

O último episódio de volatilidade a atingir os ativos argentinos foi desencadeado pelo contundente revés sofrido por Macri nas prévias eleitorais de 11 de agosto, que colocou Fernández e sua parceira de chapa, a ex-presidente Cristina Kirchner, como favoritos para vencer a eleição de 27 de outubro por ampla margem. Na Argentina, antes de cada eleição é realizada uma prévia em todo o país para decidir quais partidos podem apresentar candidatos, e essa votação é vista como um forte indicador do resultado final da eleição.

Fernández, de 60 anos, disse que, se for eleito, seu governo eventualmente buscará um orçamento equilibrado. Mas primeiro ele planeja um programa ambicioso para restaurar o poder de compra, com o aumento dos salários e das aposentadorias, e ao mesmo tempo conter as pressões inflacionárias por meio de um pacto abrangente com os empregadores.

“Para reverter este ciclo é necessário lançar um plano para estimular o consumo, e não vou pedir a permissão do FMI para isso”, disse Fernández.

Segundo Fernández, em vez de ser usado para substituir dívidas mais caras, os dólares do FMI evaporaram com a fuga de capitais, enquanto o governo queimava reservas em moeda estrangeira para conter a implacável desvalorização do peso argentino.

Troca produtiva

O banco central gastou perto de US$ 1,5 bilhão para atender à demanda crescente por dólares desde meados de agosto, ou cerca de 10% de suas reservas líquidas em moeda estrangeira.

“A crise atual é um caso de déjà-vu”, disse, ao lembrar o colapso financeiro do país em 2001, que levou ao calote de US$ 100 bilhões da dívida do governo, um recorde na época. Ele acrescentou que suas divergências com as condições do FMI também são semelhantes.

“O que eu quero que entendam no FMI é que eles são os culpados desta situação”, afirmou Fernández. “Foi um ato de cumplicidade com o governo Macri. Foi a campanha pela reeleição mais cara da humanidade, e eles deram dinheiro a um gastador compulsivo.”

O FMI não quis fazer comentários. No começo desta semana, o Fundo informara que membros de sua equipe sênior se reuniram com Fernández e seus assessores econômicos “para uma troca produtiva de opiniões”.

Fernández disse ter deixado claro que não apoia as medidas de austeridade de Macri para equilibrar o orçamento do governo, que estavam entre as condições acertadas com o FMI.

“O governo Macri causou danos semelhantes aos sofridos pela Argentina em 2001: inadimplência, falta de reservas de moeda estrangeira, desvalorização acentuada e aumento da pobreza”, afirmou.

Em seus 200 anos de história, a Argentina deixou de pagar sua dívida externa oito vezes. Também recebeu quase 30 pacotes de socorro do FMI, que não teve boa aceitação nos governos anteriores que rejeitaram o projeto neoliberal.

Controle de capital

Muitos economistas avaliam que hoje a Argentina não tem poder de fogo financeiro para estimular a economia, que se contraiu 5,8% no primeiro trimestre, em relação a um ano antes. E nem todo mundo culpa Macri pelo último desastre financeiro do país.

“O governo tomou a decisão certa, levando em conta a situação atual”, disse José Luis Machinea, ex-ministro das Finanças e governador do banco central. “A incerteza política ligada ao resultado das primárias levou a renovação da dívida de curto prazo ao colapso. Nesse aspecto, é difícil culpar o governo.”

Fernández, um líder político veterano que gosta de tocar violão e ouvir rock argentino, tem extensas relações com todo o movimento peronista, que inclui sindicatos, grupos de esquerda e governadores das províncias.

Ele também é visto como mais pragmático que Cristina Kirchner, que nacionalizou empresas estrangeiras e impôs controles de capital.

Fernández disse ser contra o controle de capital e as desapropriações. Ele afirmou que, se vencer, tentará atrair investimentos estrangeiros, concentrando-se nos esforços para continuar a exploração da vasta formação de Vaca Muerta, que tem um dos maiores depósitos de petróleo e gás de xisto do mundo. “Para nós, é surpreendente que o mundo acredite que Macri seja a solução”, afirmou.

O poder da Resiliência

Denise Caramori

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Quando nos colocamos à disposição para o aprendizado, aprendemos. Deveria ser o bastante na vida ter amor pelo o que se faz, e amor por tudo o que se pode fazer na vida do outro. A convivência com o outro nos possibilita aprender e compartilhar, perceber e vivenciar que cada ser humano tem algo a ensinar e a aprender, cada ser humano possui dentro de si um universo de possibilidades e habilidades, basta estarmos abertos a tudo o que nos rodeia, percebendo que cada pessoa que entra na nossa vida é por algum motivo, um aprendizado, uma cura.

Convivendo com meninas adolescentes de uma Instituição de acolhimento aqui na cidade de Dourados, aprendi muito, e pude junto à elas, pensar à respeito do poder da resiliência. Cada uma delas, ali, esperando por um motivo, um objetivo que as faça seguir em frente com coragem e perseverança para enfrentar os desafios da vida. Cada uma delas com um passado difícil, de provações e maus tratos, em busca de paz, de alguém que as ajude a enxergar a importância de perdoar a si mesmas e aos outros, para não viverem aprisionadas num círculo de vergonha, medo, culpa e raiva dos acontecimentos ocorridos no passado. Estas meninas não são vítimas, são sobreviventes, e conviver com elas é testemunhar que é possível sim, felicidade nas pequenas coisas e paz para seguir em frente.

Se você visitar uma Instituição de acolhimento, e aconselho que o faça, só aqui na cidade de Dourados/MS temos quatro, vai perceber o amor em cada olhar e em cada gesto, a linguagem do corpo que se manifesta num pedido de atenção, me veja, me enxergue, me aceite da maneira que eu sou, me ajude a descobrir no que eu sou boa, e que eu sou capaz, me ajude a descobrir e a perceber minhas qualidades, minha habilidades e a colocá-las em prática. Estas meninas esperam por perceber e descobrir que são maiores do que acham que são, como na música do Teatro mágico “Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior”.

Na correria do dia a dia, à nossa volta, estão ali, são outras pessoas, diferentes e iguais a nós, outras pessoas carentes de um cuidado, um olhar, um sorriso. Nós também fazemos isso, nos mostramos carentes de atenção o tempo todo, atenção do outro, olhe para mim, me veja, me respeite. Uma das meninas que conheci e me afeiçoei se chama Iacina, troquei o nome para preservar sua identidade, menina linda, machucada pela vida, uma sobrevivente, sorriso no rosto, vontade de lutar e aprender. Ela me ensinou palavras em Guarani, eu a ensinei sobre o poder da resiliência. Resiliência, que vem da palavra em Latim “Resalire”, que significa “voltar a saltar”. É a arte de transformar a dor dando sentido à ela, a capacidade de se adaptar as mudanças, de se recuperar de situações de crise e aprender com elas, tendo a mente flexível e otimista, com a certeza de que tudo passa, e tudo vai dar certo. Superar a dor e recomeçar a vida. Mas como se tornar mais forte e aprender com as dificuldades? Amando. Somente supera traumas aquele que se sentir amado, acolhido, cuidado.

Iacina é uma adolescente que quer lutar box, passar no concurso da guarda mirim, tocar violão. Tentando encontrar o equilíbrio entre a vida desejada e os problemas diários, suportando as dificuldades sem esmorecer, buscando caminhos para viver melhor apesar dos pesares. Sobreviver, permanecer viva, continuar a existir. Como pode uma menina que passou por tanta coisa difícil na infância, desenvolver resiliência? Uma infância infeliz representa apenas “começar mal na vida”, não é o fim, é o começo. A adolescência é um momento de profundas transformações na vida de uma pessoa. O corpo muda, os interesses são outros, a vontade de descobrir o mundo é grande. É uma fase de questionamentos, de quebrar regras, de contestar, e ali está Iacina, que embora aparentemente firme, na verdade está lidando com a insegurança que sente à respeito de seu futuro. Iacina é uma dentre as muitas meninas que vivem nas instituições de acolhimento, ela tem seus sonhos e ela tem pela frente uma vida linda, porque ela tem uma VIDA. Fiz questão de apresentar à Iacina e as meninas da Instituição uma das minhas cantoras preferidas, Nina Simone e sua música “Ain,t Got No/ I Got Life”, para que elas pudessem sentir e cantar… Então o que eu tenho? Porque mesmo eu estou viva? O que eu tenho ninguém pode tirar de mim… Eu tenho a mim mesma… Ohhh Eu tenho vida!

Como escreveu Jean Paul Sartre “não importa o que fizeram com você. O importante é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Iacina, em Tupi-Guarani significa: Borboleta de asas douradas.

 

Denise Caramori de Souza

Psicopedagoga/Terapeuta

Equoterapeuta e Equitadora.

denicaramori@hotmail.com

 

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